A proposta de lei que visa incentivar a construção e o arrendamento de moradias através de reduções de impostos foi aprovada na última reunião do Conselho de Ministros, conforme anunciado pelo Ministro da Presidência.
A proposta de lei, que seguirá para o Parlamento, inclui autorização legislativa para reduzir os encargos fiscais existentes sobre a construção de casas destinadas a uso residencial e arrendamento residencial, explicou o ministro António Leitão Amaro no final da reunião.
Esta medida surge depois de o Governo ter aprovado em setembro o programa “Construir Portugal — Arrendamento e Simplificação”, que previa uma taxa de IVA de 6% na construção de moradias para venda até 648.000€ ou, no caso de arrendamento, para rendas até 2.300€, a vigorar até 2029.
Em conferência de imprensa, Leitão Amaro explicou que o governo da AD aprovou o decreto que reduz significativamente a tributação neste setor.
As medidas visam criar uma “estrutura de estabilidade para investidores que promovem” moradias destinadas ao aluguel e um “alívio fiscal muito significativo para casas com preços moderados”, com “aluguéis moderados” de até €2.300 e casas à venda de até €648.000, disse ele.
Casas para a classe média
O Ministro da Presidência afirmou que esses níveis se referem a “casas que a classe média pode pagar e que têm um objetivo exclusivo: casas de luxo
”.“Não queríamos criar outro pequeno programa para cobrir algumas dezenas de milhares de casas; queremos muito um alívio fiscal que abranja a grande maioria dos portugueses”, argumentou, justificando a iniciativa do executivo.
Leitão Amaro sublinhou que “não era possível que os portugueses se queixassem” de moradias caras enquanto o Estado continuava “a aumentar o custo das casas com tantos impostos”.
O Conselho de Ministros aprovou também outro decreto para criar um novo regime de organização e construção de edifícios, anunciou Leitão Amaro.
Esta proposta trará um “corte na burocracia para que as operações urbanas possam ser realizadas, para que a construção e reabilitação em Portugal possam ser feitas” mais rapidamente e com menores custos contextuais, disse.
Os dois decretos, acrescentou, são “instrumentos essenciais para construir mais casas”.
Os dois decretos terão de ser revistos pelo Parlamento, que, no caso dos impostos, tem reservas quanto à alteração da legislação quando esta implica mudanças na tributação.






