Depois de Aveiro em 2024 e Braga em 2025, Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, será a Capital Portuguesa da Cultura, um ano antes de Évora se tornar a Capital Europeia da Cultura.
De acordo com um comunicado de imprensa emitido pela iniciativa açoriana, haverá duas sessões do show “Let Life Pass By”, uma de natureza institucional, às 11h locais (12h em Lisboa) e outra às 19h, horário local, com acesso gratuito, sujeito à coleta prévia de ingressos.
Com direção artística de António Pedro Lopes, o espetáculo é inspirado no poema “Ode à Paz”, de Natália Correia, e visa “proporcionar ao espectador uma verdadeira imersão cultural, convocando os sentidos e criando um espaço de escuta, emoção e presença”, descreve o projeto Ponta Delgada 2026 — Capital Portuguesa da Cultura, encomendado por Katia Guerreiro.
Durante o show, o Coliseu Micaelense se transforma em um “espaço circular do coletivo”, onde “artistas, coletivos e pessoas da ilha, de várias idades e origens, se encaixam”, dando forma a “um poema invocatório e insubmisso”.
O encerramento do programa do primeiro trimestre da Capital Portuguesa da Cultura em Ponta Delgada está sendo finalizado, com a apresentação pública marcada para 27 de janeiro no Coliseu Micaelense.
O protocolo de cooperação para financiamento do projeto Ponta Delgada 2026 entre os Ministérios da Cultura e Economia/Secretaria de Estado do Turismo, o Governo Regional dos Açores e o Município de Ponta Delgada foi assinado em 18 de outubro do ano passado.
De acordo com o protocolo, o valor total do financiamento é de €5,3 milhões (€650 mil do Turismo de Portugal, €650 mil do Ministério da Cultura, um milhão de euros através do Governo Regional e três milhões de euros através do Município de Ponta Delgada).
A designação da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciada pelo ex-ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, em Lisboa, em dezembro de 2022, durante a apresentação da cidade vencedora da candidatura de Capital Europeia da Cultura.
Nessa ocasião, Pedro Adão e Silva anunciou que as três cidades finalistas não escolhidas — Aveiro, Braga e Ponta Delgada — seriam, consecutivamente, Capital Portuguesa da Cultura.






