Esta reunião ocorre no contexto de uma campanha oficial para as eleições presidenciais de 18 de janeiro — na qual dois conselheiros de Estado, Luís Marques Mendes e André Ventura, estão concorrendo e anunciaram sua presença — e seis dias após o ataque dos EUA à Venezuela, com a captura do presidente Nicolás Maduro, que foi levado à força para os Estados Unidos da América.

O Conselho de Estado se reunirá após uma visita do primeiro-ministro a Kiev em 20 de dezembro, durante a qual Luís Montenegro declarou que “nada impede” Portugal de enviar tropas para a Ucrânia em tempos de paz e, em conferência de imprensa com o presidente Volodymyr Zelensky, anunciou um acordo para a produção conjunta de drones subaquáticos.

Esta será a 40ª e muito provavelmente a última reunião do órgão consultivo político presidencial durante os mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, após um hiato de quase dez meses desde a anterior, realizada em 13 de março do ano passado, para fins de dissolução do parlamento, que levou às eleições legislativas antecipadas de 18 de maio.

Marcelo Rebelo de Sousa quer que este órgão consultivo político analise “a posição da Europa em termos de apoio financeiro à Ucrânia, que compromete estados para o futuro, devido à dívida europeia” e também “um compromisso militar português ou não, no caso de um cessar-fogo no futuro”.