“A sustentabilidade é muito importante para nós”, disse António Relvas, que é o diretor executivo (CEO) da Casa Relvas, juntamente com seu irmão, Alexandre Relvas, à agência noticiosa Lusa.
E agora, “fomos os primeiros” a ser certificados pelo Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA), disse ele.
O PSA, uma iniciativa igualmente pioneira, foi lançado em 2022, numa parceria entre a OLIVUM — Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal (Associação de Olivicultores e Moinhos de Portugal), com sede em Beja, e a Universidade de Évora, e foi então focado exclusivamente na região do Alentejo.
O projeto acabou assumindo um escopo nacional em 2024, e os processos de auditoria para concessão de certificações começaram em 2025, com base em uma estrutura de 98 critérios, organizados em 26 capítulos, que avaliam as “dimensões ambientais, sociais e econômicas da produção de azeite”.
A Casa Relvas tornou-se a primeira produtora certificada, dando “continuidade” ao trabalho que a empresa tem feito ao longo dos anos nas áreas da sustentabilidade social, económica e ambiental, explicou António Relvas.
De acordo com o gerente, para garantir a certificação PSA, a empresa não precisou “mudar nada estruturalmente”, mas o processo acabou criando “novos desafios de melhoria, tanto nas métricas ambientais quanto nas métricas gerenciais”.
O compromisso com a sustentabilidade levou a empresa a criar uma usina de compostagem ao longo dos anos e usar os caroços de azeitona como fonte de energia para alimentar as caldeiras de sua fábrica, localizada no município de Vidigueira, no distrito de Beja.
Além disso, explicou o gerente, a Casa Relvas procedeu em 2025 com um “levantamento de toda a biodiversidade da fauna e flora dos 2.500 hectares” de olivais, vinhas, amendoeiras e florestas que administra.
Na área social, “cerca de 15% dos nossos lucros vão para o apoio social, para os nossos trabalhadores e as comunidades onde operamos”, explicou António Relvas.
E em termos de sustentabilidade econômica, a empresa está comprometida com “o uso eficiente da água, para produzir mais com menos”.
Na opinião de António Relvas, a mais-valia da certificação PSA é que ela prova “que a agricultura portuguesa é sustentável e está entre as melhores do mundo”.
Além disso, concluiu, o programa permite que “o azeite português seja valorizado” no mercado internacional, o que “é ótimo para Portugal e para as populações locais”.
O primeiro certificado da Casa Relvas foi emitido em dezembro de 2025 e, segundo António Relvas, “muito em breve será possível encontrar os primeiros azeites com o selo de sustentabilidade disponíveis no mercado”.







