“Com o apoio das autoridades policiais, percebemos que não havia uma licença adequada para moradia, muito menos para o número de pessoas que, segundo relatos do bairro, podem estar na casa das dezenas”, disse o prefeito do Porto, Pedro Duarte, ao acompanhar a vedação de dois andares em um prédio na Rua dos Clérigos, onde funciona uma loja de conveniência no térreo.
Uma fonte da Unidade de Controle de Estrangeiros e Fronteiras do Comando da Polícia Metropolitana do Porto disse que 19 quartos foram montados em dois andares, cada um abrigando duas pessoas.
Cada imigrante pagava €250 por mês por cama, e estima-se que cerca de 50 imigrantes de nacionalidade nepalesa, bangladeshiana e indiana tenham permanecido lá.
Queríamos testemunhar esta iniciativa do Departamento de Inspeção da Câmara Municipal, em conjunto com a Polícia Municipal e com o apoio da PSP, porque é uma preocupação. Estamos monitorando de perto fenômenos que sabemos que também existem na cidade do Porto, como a superlotação, muitos casos associados à exploração da dignidade humana. São pessoas que vivem em condições que não são dignas, não são saudáveis e sem as devidas licenças”, descreveu
Pedro Duarte.Por volta das 8h30 do dia 20 de janeiro, não havia mais pessoas ou camas nos pisos lacrados, embora algumas malas e pertences pessoais permanecessem visíveis.
Esta acomodação ilegal foi isolada após várias reclamações sobre “pessoas entrando e saindo durante a noite” em um estabelecimento comercial localizado no andar em frente à Torre dos Clérigos.







