“Devo dizer que, olho no olho, é possível fazer mais e é possível fazer mais rápido. É possível fazer mais e mais rápido no Porto, é possível fazer mais e mais rápido em Lisboa, é possível fazer mais e mais rápido em Faro e também nas regiões autónomas”, disse Luís Montenegro no 80º aniversário do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do

Porto.

Aproveitando a presença dos diretores da Vinci, Luís Montenegro lembrou que Portugal tem a operação mais lucrativa do mundo, sem maior rentabilidade.

“E, portanto, aqueles que oferecem à sua empresa a possibilidade de obter esse resultado não podem esperar que não tenhamos exigido lealmente que o investimento corresponda exatamente a essa lucratividade”, respondeu Montenegro.

Acelere o novo aeroporto

O primeiro-ministro, assistido pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse que quer que o novo aeroporto de Lisboa seja construído o mais rápido possível e dentro da faixa de custo predeterminada

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“A este respeito, quero lembrar que com todos os instrumentos contratuais que vinculam o Estado português à concessionária, Vinci, temos prazos e custos a cumprir, e não vamos desistir disso, não deixaremos de usar todas as disposições do nosso contrato para que possamos ter esse planejamento e execução feitos de acordo com os interesses do Estado português, do povo português e dos agentes econômicos”, observou.

Mas, acrescentou, a construção do novo aeroporto de Lisboa deve ser acompanhada de investimento em todos os outros aeroportos, nomeadamente no Porto, Faro e nas regiões autónomas.

Valorizando outros aeroportos

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Montenegro ressaltou que é necessário valorizar outros aeroportos enquanto um novo está sendo construído, para que o país seja competitivo como um

todo.

“Porque se formos competitivos como um todo, todas as regiões se beneficiarão. Se permitirmos que apenas um ou dois deles ganhem dimensão e impulso para o investimento, prejudicaremos o objetivo geral, e não estamos aqui para aceitar isso”, ressaltou.

O Primeiro-Ministro enfatizou que Portugal só é competitivo e faz a diferença se houver investimento intersetorial em todas as infraestruturas.

“Porque é assim que o país usa recursos públicos para repassar os investimentos que faz na vida das pessoas”, concluiu.

A ANA Aeroportos prevê a abertura do novo aeroporto de Lisboa em meados de 2037, ou, com otimizações no calendário a negociar com o Governo, no final de 2036.