Período crítico
“Agora vamos ter um período de duas semanas que é o mais crítico para afogamentos em Portugal, no qual temos praias sem supervisão, muitas pessoas em férias e bom tempo”, disse o presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, apelando à “máxima
cautela”.Dados da federação, que datam de anos anteriores, indicam que essa época do ano é “terrível” para afogamentos, com Alexandre Tadeia alertando que “todos devem tomar o máximo cuidado, não se aproximar da água”, porque “as condições aquáticas não são propícias ao lazer”.
Valores acima da média
Segundo o presidente da FEPONS, “nos anos anteriores, essas duas semanas [do período da Páscoa] tiveram valores bem acima da média de afogamentos”, já que o número médio de mortes por afogamento é de “4,96 por quinzena” e nos “anos anteriores [durante a quinzena da Páscoa] os valores foram o dobro e, em alguns anos, até quatro
vezes mais”.Como exemplo, acrescentou: “Em 2024, durante esse período, tivemos 20 mortes por afogamento em Portugal”.
Fortalecimento da vigilância
Números que levam a federação a reafirmar a necessidade de expandir a vigilância nas praias durante todo o ano, dado o clima que favorece seu uso fora
da temporada de verão.“Essa vigilância ao longo do ano efetivamente salvaria vidas”, disse ele, defendendo a implementação de um sistema semelhante ao de outros países onde há “um grupo de salva-vidas monitorando as praias durante todo o ano”.
Monitoramento durante todo o ano
Em áreas de Portugal onde as praias são monitoradas o ano todo, “como a Nazaré, por exemplo, não houve mais mortes fora da época balnear”, lembrou, enfatizando a “evidência de que esses sistemas funcionam mesmo com essas condições
[do mar]”.De acordo com o Relatório Nacional de Afogamentos de 2024 do Observatório de Afogamento da FEPONS, 121 mortes por afogamento foram registradas naquele ano em Portugal continental, uma redução de 21,9% em relação a 2023, quando 155 mortes foram registradas.
Em 2024, os locais com maior número de ocorrências foram o mar (41,3%), seguido por rios (31,4%) e poços (9,9%).
De acordo com a FEPONS, a maioria das mortes ocorreu em locais sem supervisão de salva-vidas, e o maior número de afogamentos foi registrado em abril, com 21,5%.
Em 2025, até o final de maio, 49 pessoas morreram por afogamento, o terceiro maior número desde 2017, de acordo com dados do relatório.






