Em um contexto de instabilidade no Oriente Médio, a segurança deixou de ser uma mera suposição e se tornou o critério central para as decisões dos viajantes.
Como Portugal é visto como um “refúgio seguro” e um destino previsível, surge como a alternativa natural para turistas que anteriormente escolheram destinos como o Egito, atraindo cerca de 300.000 novos hóspedes e gerando 2,4 milhões de pernoites adicionais.
Para converter esse potencial em realidade, o relatório aponta para a necessidade de soluções claras que priorizem a sustentabilidade e a descentralização, começando com o fortalecimento da conectividade aérea por meio de novas conexões diretas e aprimorando o Porto como um hub estratégico, o que ajudaria a aliviar a pressão sobre a infraestrutura já saturada.
Simultaneamente, o sucesso desta estratégia depende da capacidade de promover a descentralização territorial, desviando o fluxo de Lisboa e do Algarve para o interior e a região centro, garantindo que o crescimento não esgote recursos críticos como água e energia. Esse posicionamento sólido também deve fortalecer o turismo local, já que mercados como Espanha e França valorizam cada vez mais a excelente relação qualidade-preço e a estabilidade social de Portugal em meio à volatilidade internacional
.Segundo Jorge Costa, presidente do IPDT, esse cenário exige uma abordagem proativa e antecipatória, enfatizando que “os destinos que se destacarão não serão apenas os mais desejados, mas também os mais confiáveis”, elevando a segurança a um ativo competitivo explícito.
No entanto, o IPDT emite um aviso importante: o maior risco para o setor não é a falta de demanda, mas sim a potencial incapacidade de gerenciar esse influxo de forma equilibrada.
O foco estratégico de Portugal deve, portanto, permanecer na atração de segmentos de maior renda e na gestão inteligente de recursos, consolidando o país como um destino de confiança absoluta em um mundo em constante mudança.








