Enquanto isso, o governo também demonstrou interesse neste assunto.

O ministro do Meio Ambiente admitiu adicionar vidro ao sistema de depósito e reembolso, que entrou em vigor em 10 de abril, para embalagens de plástico e metal, mas disse que é necessário avaliar a vantagem econômica em relação à reciclagem de vidro.

“Pode fazer sentido ter um sistema de depósito e reembolso em vidro, mas temos que ter contabilizado muito bem, do ponto de vista econômico, a vantagem de um sistema de depósito e reembolso de vidro em comparação com o sistema que estamos usando agora”, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa, a respeito da entrada em vigor do sistema de depósito e reembolso, chamado Volta.

Em relação à não inclusão de embalagens de vidro nas máquinas, uma crítica de associações ambientais, o Ministro do Meio Ambiente disse que o vidro tem um sistema diferente e não pode ser triturado dessa maneira e que, no momento, não ofereceria muita vantagem sobre o uso do ponto de reciclagem de vidro.

“No caso dos SDRs de vidro, eles não têm muita vantagem sobre o sistema que já usamos, o ponto de reciclagem de vidro”, explicou o ministro.

Depois de ser questionada se valeria a pena incluir vidro no SDR para cumprir as metas de reciclagem desse material, que atualmente estão abaixo da meta, Maria da Graça Carvalho disse que é preciso primeiro entender a mecânica do vidro.

“É preciso prestar muita atenção à relação custo-benefício, e é isso que precisa ser considerado para o vidro, para ver qual é a melhor solução”, disse o ministro.

Planos para reciclagem

Embora o SDR se concentre na reciclagem, Maria da Graça Carvalho indicou que também estão sendo feitos investimentos na reutilização de embalagens, por meio do Plano de Recuperação e Resiliência. (PRR)

“Agora temos investimentos nos vários programas operacionais do Fundo de Coesão, no programa Sustentável 2030 e nos programas regionais”, acrescentou.