A instituição anunciou que o Hospital de Tomar realizou uma prostatectomia radical em um paciente com câncer de próstata.

A ULS Médio Tejo, com sede em Torres Novas, no distrito de Santarém, introduz esta tecnologia na especialidade de Urologia da região, pois aposta na diferenciação clínica e na modernização dos recursos cirúrgicos nos hospitais.

O

diretor de urologia para

melhorar a precisão cirúrgica

, João Carlos Dias, declarou: “Essa tecnologia melhora a precisão cirúrgica e os resultados dos pacientes, especialmente em casos de câncer”, conforme citado em um comunicado à imprensa

.

O diretor, que recentemente concluiu um treinamento especializado na Bélgica para se preparar para a introdução da cirurgia robótica na instituição, liderou uma equipe que realizou a intervenção.

A

prostatectomia radical envolve a remoção completa da glândula prostática que é afetada pelo tumor. Durante o procedimento, o cirurgião visa preservar a continência urinária (a capacidade de controlar a micção) e, em casos selecionados, a função erétil (a capacidade de ter e manter

ereções). A

cirurgia robótica é uma evolução da laparoscopia convencional, um procedimento que usa pequenas incisões e uma câmera para visualizar órgãos internos. Na cirurgia robótica, o cirurgião opera a partir de um console que controla instrumentos robóticos, permitindo procedimentos minimamente invasivos

.

De acordo com a ULS Médio Tejo (Unidade Local de Saúde do Médio Tejo), esta tecnologia permite a visualização tridimensional de alta definição e maior precisão na realização de movimentos cirúrgicos complexos, resultando em menor perda de sangue, menor risco de infecção e recuperação mais rápida.

O sistema agora utilizado no Hospital de Tomar é o modelo HUGO RAS, adquirido através de um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Fator diferenciador

Para a administração da ULS Médio Tejo, citado na nota, a introdução da cirurgia robótica representa um fator diferenciador

para os serviços hospitalares.

“A cirurgia robótica é hoje um fator diferenciador e atrativo para nossos hospitais”, afirmou o presidente do conselho de administração, Casimiro Ramos, acrescentando que o investimento “já está tendo impacto” na atração de profissionais.

“Estamos recebendo manifestações de interesse de cirurgiões que buscam não apenas integrar a resposta nos serviços de emergência do hospital, mas também desenvolver atividades programadas em áreas altamente especializadas como esta”, disse ele.

O diretor do serviço de Urologia também afirmou que a formação de mais profissionais está planejada, enfatizando a evolução para abordagens interdisciplinares.

“Já estamos preparando a formação de mais quatro profissionais e acreditamos que o futuro envolverá uma abordagem cada vez mais interdisciplinar”, disse João Carlos Dias.

A ULS Médio Tejo também admite a expansão da cirurgia robótica para outras especialidades ao longo de 2026.

“Agora estamos entrando em uma fase de maior estabilidade, próxima à velocidade de cruzeiro, com expansão para outras especialidades prevista ao longo de 2026”, afirmou Casimiro Ramos.