O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, após uma reunião de duas horas com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
Luís Montenegro explicou que a Zona Industrial de Ramalde passará por uma “reorganização urbana de toda a área” para direcioná-la “para um potencial que combina o que já existe do ponto de vista industrial, do ponto de vista dos serviços, com novos usos, novos enquadramentos, particularmente no que diz respeito às empresas de tecnologia”.
O primeiro-ministro comparou esses planos ao projeto de Lisboa “Parque Cidades do Tejo”.
Criação de emprego
As especificidades do futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto” foram reveladas por Pedro Duarte, que disse que o projeto criará “até 35.000 novos empregos” e “até 6.000 novas casas para a
classe média”.“Nossa intenção é enterrar a atual avenida AEP para que possamos conectar as duas margens dessa zona industrial e criar um grande parque habitacional, espaços comerciais, serviços, espaço público para o desfrute das comunidades, com espaços verdes, para a prática de esportes”, acrescentou o prefeito, que também enfatizou a preferência pelo uso da mobilidade suave.
Um Pólo Tecnológico
O autarca afirmou ainda que acredita que o Porto “tem condições para ser um 'hub', um centro do ponto de vista das empresas de tecnologia” e que este novo espaço será “dinâmico” no contexto da Área Metropolitana.
Não foram dadas datas para o avanço do projeto que já tinha sido proposto em setembro, durante a campanha para as eleições autárquicas, pelo então candidato da coligação Porto Primeiro (NC/PPM) à Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso.
O ex-prefeito também propôs enterrar a Avenida AEP por 70 milhões de euros, criando um parque na nova Zona Econômica Especial Parque Ramalde nos próximos anos.
Zona económica atraente
“Queremos criar uma zona económica especial muito atraente para empresas de todo o mundo que querem entrar na Europa e entrar pela porta do Porto, pela porta do Parque Ramalde e pela zona económica especial”, disse Nuno Cardoso aos jornalistas
na época.O projeto, do arquiteto Martim Neiva, José António Lameiras (número dois no bilhete) e do próprio Nuno Cardoso, visava “qualificar o espaço” da atual área industrial e levaria “entre 10 e 15 anos” para ser desenvolvido.








