“Os visitantes encontrarão uma Torre de Belém com um rosto novo, brilhando por dentro e por fora”, comentou a diretora do monumento, Margarida Donas Botto, aos jornalistas durante uma visita antes da inauguração.

O emblemático monumento manuelino reabre ao público na quarta-feira após aproximadamente um milhão de euros em renovações realizadas como parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A grande novidade da reabertura, enfatizou o diretor, é a introdução de um sistema de acesso de visitantes em fases, com um máximo de 60 entradas a cada meia hora, totalizando 900 por dia.

“Houve uma ligeira redução no número de visitantes por dia, em grande parte devido a questões de segurança pública e à preservação deste monumento icônico”, explicou o responsável pela torre do século XVI localizada na margem norte do rio Tejo, originalmente usada para fins militares.

Classificada como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1983, a Torre de Belém recebeu mais de 400.000 visitantes anualmente antes de ser fechada para reformas, um número que deve diminuir com o novo sistema.

“A torre é acessível por uma escada em espiral que não permite muitos visitantes ao mesmo tempo. Por outro lado, um monumento recentemente restaurado não pode acomodar um número excessivo de visitantes”, justificou.

Sobre a provável redução na receita devido às limitações de entrada, Margarida Donas Botto avaliou que “não será significativa” e que “a possibilidade de oferecer visitas à noite também está sendo considerada”.

Quando questionado pela Lusa sobre o perfil do visitante, o diretor disse que, “até o encerramento para reformas, eles eram maioritariamente estrangeiros” de várias nacionalidades: “Gostaríamos que mais portugueses visitassem a Torre de Belém, uma vez que têm acesso mais fácil através da medida que dá aos residentes em Portugal a possibilidade de entrar gratuitamente nos museus e monumentos nacionais 52 vezes por ano”.

O principal motivo para a mudança no acesso foram as constantes filas de espera: “Foi doloroso ver os visitantes expostos ao sol e à chuva por muito tempo. Muitos deles esperaram, não conseguiram entrar e ficaram muito decepcionados. Com o novo sistema de 'slots', a espera será de no máximo cerca de 20 minutos”, estimou.

As principais intervenções de conservação e restauração ao longo de um ano de trabalho que visam “consolidar e limpar as superfícies de pedra, e as restantes, mais subterrâneas, estão relacionadas com a consolidação do monumento, requalificação e renovação dos caixilhos das janelas, bem como soluções elétricas mais avançadas”.

“A Torre de Belém foi restaurada ao seu esplendor original”, enfatizou Margarida Donas Botto, destacando as características da pedra Lioz, uma pedra calcária originária de Lisboa, com uma cor muito clara que, quando limpa, tem uma aparência muito mais brilhante e agradável para o visitante.”

A intervenção agora concluída representa a primeira grande obra realizada no monumento — particularmente exposto aos elementos e às condições atmosféricas próximas ao rio Tejo — desde 1998.

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partir de quarta-feira, a Torre de Belém, em Lisboa, estará aberta ao público das 9h30 às 17h30, com a última entrada às 17h. Os ingressos podem ser adquiridos online ou pessoalmente na bilheteria do Mosteiro dos Jerónimos

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