No total, existem 2.147 parcelas cultivadas “em modo sustentável de produção alimentar”, incluindo hortas em instituições, municípios e hortas espontâneas, de acordo com números pedidos pela Lusa sobre o projeto “Horta à Porta”, que a Lipor, associação intermunicipal que gere os resíduos de oito municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), desenvolve em parceria com os municípios participantes.

O Porto é o município mais ativo, com 14 jardins, 512 parcelas e 45.426 metros quadrados, empregando 471 jardineiros.

Na Maia, existem 12 lotes, 394 parcelas e 35.892 metros quadrados, seguidos por Matosinhos, com 13 lotes, 435 parcelas e 22.202 metros quadrados.

O projeto também se estende a Gondomar, com oito loteamentos totalizando quase 14.000 metros quadrados; Valongo, com quatro loteamentos permitindo 227 parcelas; Póvoa de Varzim (quatro lotes, 211 parcelas); Vila do Conde (dois loteamentos, 81 parcelas); e Espinho (três lotes, 43 parcelas).

Além das 1.786 pessoas com parcelas atribuídas, das quais 471 estão no Porto, 388 em Matosinhos e 334 na Maia, que mobilizam mais pessoas, há uma lista de espera com quase o dobro do número de participantes atuais, porque “a rotatividade de jardineiros é baixa, com longas estadias no jardim”.

“Atualmente, existem aproximadamente 3.054 indivíduos cadastrados aguardando a alocação de uma parcela”, observa a Lipor.

Para atender à demanda, os municípios associados e a Lipor lançaram novos loteamentos, que também apontam para “outras opções/modelos de cultivo”, como o Loteamento Agroflorestal de Crestins ao lado das instalações da associação ou jardins na cobertura.

O projeto “Horta à Porta” (Jardim à Sua Porta) começou em julho de 2003 e, menos de um ano depois, viu a abertura do primeiro loteamento em Crestins, com 74 parcelas, tendo crescido ao longo dos anos devido ao “crescente interesse da população”.

O objetivo principal “é o autoconsumo”, com parcelas de 25 metros quadrados, e sempre que há um excedente, geralmente é compartilhado entre familiares, vizinhos e amigos.

Um dos loteamentos na Maia tem um caráter mais “voltado para a subsistência”, com parcelas em torno de 100 metros quadrados, e os produtos podem ser vendidos lá em uma barraca compartilhada específica para esses produtores no Mercado Castêlo da Maia.

A Lipor, criada em 1982, compreende os municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo, abrangendo aproximadamente 10% da população portuguesa.