“Nos próximos dias, teremos a passagem de ondas frontais fracas se dissipando sobre Portugal continental, o que dará origem a nebulosidade e precipitação”, disse ela.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), são esperados ventos fortes, com rajadas de até 70 quilómetros por hora na costa oeste, terras altas e costa a sotavento do Algarve.

“Hoje será o dia mais ventoso, depois melhora na quarta-feira e volta na quinta-feira com a mesma intensidade. A queda de temperatura hoje será entre 3 e 6/7 graus em algumas áreas, o que, combinado com o vento, dá uma sensação maior de frio”, disse ela.

As temperaturas máximas na maior parte do continente variarão entre 22 e 25/26 graus Celsius, possivelmente atingindo 30 graus em algumas áreas do Alentejo, Vale do Tejo e Vale do Douro, e serão mais baixas na faixa costeira ocidental, entre 18 e 20/23 graus.

Quanto às temperaturas mínimas, elas variarão de 11/12 a 15 graus, de 17 a 20 no litoral e de 8 a 10 graus nas terras altas.

De acordo com Maria João Frada, as temperaturas vão subir na quarta-feira [3 de maio] e cair novamente na quinta-feira [4 de maio], novamente com o aumento do vento.

“Isso tem a ver com a posição do anticiclone dos Açores, que desceu de altitude, fica ao sul-sudoeste dos Açores, e há depressões no Atlântico Norte, e associadas a essas depressões, que estão bem longe do continente, estão as ondas frontais que atravessam o continente e que são de fraca atividade”, disse.

O meteorologista explicou que isso se deve à corrente de jato, que está em níveis muito altos da atmosfera.

“A corrente de jato é uma zona, uma faixa tubular onde há ventos máximos na alta atmosfera, e a corrente de jato oscila em altitude dependendo das estações. No verão, fica mais ao norte e, no inverno, diminui. O jato está mais ao sul e dá origem a ondulações”, disse ela.

De acordo com a meteorologista do IPMA, esta situação é normal para junho.

“Isso é comum. Não é inédito e é provável que as temperaturas máximas, à medida que diminuem, fiquem abaixo da média”, enfatizou.