A atribuição dos prêmios do Museu Europeu do Ano (EMYA) será o destaque da conferência anual do Fórum Europeu de Museus, que começa em 10 de junho, reunindo instituições de vários países para apresentar projetos e melhores práticas na área de responsabilidade social, inclusão e participação comunitária, de acordo com o site do Fórum Europeu de Museus.

Desafiando estruturas tradicionais

A edição deste ano tem como tema “Revolucionando o Museu: Inclusão para Todos”, focando os debates em desafiar as estruturas expositivas e curatoriais tradicionais, removendo barreiras físicas, cognitivas e sociais ao acesso à cultura, promovendo práticas participativas e “afirmando os museus como espaços de acolhimento, inclusão e reflexão sobre as sociedades contemporâneas”, de

acordo com o programa.

Nos dias 11 e 12 de junho, os 34 museus indicados apresentarão seus projetos ao júri internacional, antes da gala de encerramento e do anúncio dos vencedores, programados para 13 de junho.

O

MUDE

MUDE, inaugurado em 2009 e dedicado às múltiplas expressões do design, reabriu em julho de 2024, após oito anos de trabalhos de reabilitação no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino, no centro histórico de Lisboa,

onde foi instalado.

Criado por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, o museu, que tem uma coleção de mais de 18.000 peças organizadas em 19 áreas temáticas e cinco áreas especializadas, reabriu após uma renovação dos espaços de exposição, auditório, biblioteca de design, loja, livraria, áreas educacionais e um terraço panorâmico.

Até o prédio da sede fechar para reformas, ele recebeu quase dois milhões de visitantes por meio de cerca de 60 exposições e 170 eventos relacionados à sua coleção.

Museu de Lisboa

O Palácio Pimenta, o núcleo principal do Museu de Lisboa, o outro museu português nomeado, oferece uma rota que combina abordagens cronológicas e temáticas do desenvolvimento urbano da capital, integrando evidências arqueológicas, objetos do

cotidiano e referências arquitetônicas.

Foi reaberto em setembro de 2024, também após reformas que começaram em 2014.

Hospedado em um palácio de verão do século XVIII, cercado por jardins, o museu apresenta a exposição permanente “The House Where the City Lives”, dedicada à evolução de Lisboa da Pré-História ao século XXI.

O Palácio Pimenta também desenvolve programas voltados para famílias, jovens e idosos, com foco especial na sustentabilidade e na revisão crítica de narrativas históricas.

Citada pela organização em seu site, a presidente do Fórum Europeu de Museus, Amina Krvavac, enfatiza que esses espaços “atualmente enfrentam um cenário social complexo e em constante mudança, marcado por conflitos e crescente polarização”, ressaltando que a confiança de que essas instituições ainda se beneficiam dentro das comunidades “implica uma maior responsabilidade”. Entre os indicados para esta edição estão instituições como a Fortaleza de Seddülbahir (Turquia), o Museu da Civilização Rural em Mendrisiotto (Suíça), o Instituto do Museu da Loucura (Eslovênia), o Museu Mineiro La Unión (Espanha), o Museu de Engenharia e Tecnologia de Cracóvia (Polônia), o Centro de Pesquisa Tsitsanis — Museu (Grécia), o Obersalzberg Centro de Documentação (Alemanha), Museu Nacional de Literatura e Música da Letônia (Letônia), Museu de Artes Visuais de Malva (Finlândia) e Museu de Etnografia de

Budapeste (Hungria).

Prémios entregues

Em 2025, o Centro Interpretativo Alvor Lifeguard, no município de Portimão, recebeu o Prémio Silletto, que estava entre os nomeados, uma distinção que reconhece o trabalho realizado

com a comunidade local.

Em 2017, o Museu de Leiria ganhou o mesmo prêmio, elogiado pelo júri internacional por integrar voluntários e envolver ativamente cidadãos da região nos projetos do museu.

Criado em 1977, o prêmio Museu Europeu do Ano distingue instituições que se destacam pela inovação, pela qualidade da experiência oferecida ao público e por sua contribuição para o papel social dos museus, e é considerado uma das distinções de maior prestígio no setor museológico europeu.