Citado pela agência Lusa, José Maria Pires, membro do MCTM, revela que não nascem crianças “há cerca de 10 anos”, e que houve uma queda de 25 % do número de jovens habitantes, no mesmo período.

José Maria Pires sublinha que “sem falantes nativos, as línguas morrem”. No caso da língua mirandesa, falada na Terra de Miranda (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso), no distrito de Bragança, a extinção do idioma culminará também na extinção de “um corpo social, uma cultura e uma história”.

De acordo com este membro do MCTM, “o mirandês é um património de Portugal e da Europa, e não apenas dos municípios de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, onde ainda se fala, e não se pode perder”.

Para contrariar a extinção do mirandês, o MCTM pretende dinamizar a agricultura no Planalto Mirandês, assim como evitar o “corte geracional”, de forma a atrair mais pessoas para a região. Segundo o movimento, a região pode ser uma das regiões mais prósperas do país, a nível agrícola.

Os membros do MCTM acreditam que “o Planalto Mirandês tem condições naturais para ser uma das regiões mais desenvolvidas e prósperas de Portugal, mas os erros do Estado e o silêncio e falta de ação dos políticos regionais e locais não o têm permitido”.

Para os responsáveis por este movimento cívico, é necessário agilizar a queda da população nestes concelhos do Planalto Mirandês de forma a evitar a extinção da língua mirandesa e de outros fatores identitários e culturais deste território.