Henrique Gouveia e Melo

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje ilegítima a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, apesar das dúvidas sobre a democracia do Governo de Caracas, e alertou para os riscos da nova situação internacional.

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Henrique Gouveia e Melo na Feira de Monte Abraão, em Sintra, depois de ter sido confrontado com o "ataque em larga escala" ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.

Para o antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em termos de cumprimento das regras internacionais, a intervenção militar dos EUA na Venezuela "é ilegítima".

"É preocupante que países invadam a soberania de outros e que determinadas situações sejam resolvidas pela força", sublinhou.

André Ventura

André Ventura foi o único candidato presidencial português que não criticou o ataque à Venezuela.

Num post no X, antigo Twitter, André Ventura disse que "o derrube do regime de Nicolás Maduro é um bom sinal para a liberdade em toda a região". O líder do Chega diz ainda que é "um sinal de esperança para o povo venezuelano e para as comunidades portuguesas que lá vivem, que agora vão poder viver em democracia".

Catarina Martins

Por seu lado, a candidata Catarina Martins defendeu hoje que Portugal "não precisa de esperar pela Europa" para condenar inequivocamente o ataque levado a cabo pelos Estados Unidos na Venezuela, que considerou representar um perigo global.

"Portugal não precisa de esperar pela Europa para condenar uma operação que viola o direito internacional e aumenta o risco de uma guerra global", defendeu a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.

João Cotrim de Figueiredo

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo espera que os portugueses na Venezuela estejam a ser apoiados e protegidos após a intervenção militar dos EUA.

"A comunidade portuguesa na Venezuela tem de ser protegida, por isso espero que os serviços diplomáticos portugueses, incluindo a Presidência da República, já estejam no terreno para garantir todo o apoio necessário aos portugueses que ainda estão na Venezuela e aos portugueses que possam agora ter a ideia de regressar à Venezuela depois de um exílio forçado nos últimos anos", afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, no final de uma visita ao Mercado de Loulé, no distrito de Faro.

Além disso, o eurodeputado considerou que qualquer violação do direito internacional é, por si só, criticável, acrescentando que a ação militar dos EUA não foi precedida de qualquer consulta a qualquer aliado ou instituição multilateral.

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes disse hoje que ainda é cedo para tirar conclusões ou "catalogar a natureza" da intervenção norte-americana na Venezuela e defendeu que a prioridade deve ser a situação da comunidade portuguesa no país.

Em declarações aos jornalistas no final de um evento de pré-campanha no mercado de Benfica, em Lisboa, o candidato disse estar a acompanhar a situação na Venezuela há algumas horas "com atenção e preocupação".

"A primeira palavra é, de facto, de preocupação e tem a ver com a comunidade portuguesa, que é uma comunidade muito grande, 300 mil ou mais cidadãos portugueses. Neste momento, toda a informação que consegui obter é que a comunidade está bem, está calma, está serena", disse.

Jorge Pinto

O candidato presidencial Jorge Pinto apelou hoje ao Governo português para que não apoie o que considera ser um "ataque ilegal" dos Estados Unidos à Venezuela e manifestou preocupação com a população portuguesa no país.

Falando aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado da Graça, em Ponta Delgada, nos Açores, Jorge Pinto defendeu que, "independentemente do que se possa pensar sobre Maduro e o seu regime", "este é um ataque ilegal ao direito internacional que deve preocupar toda a gente".

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