Portugal, com uma afetação de 0,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB), foi, juntamente com a Irlanda, o Estado-Membro da UE que menos gastou em auxílios estatais em 2024, de acordo com um painel de avaliação divulgado pela Comissão Europeia na quinta-feira.

A Hungria (1,37% do PIB) e a Roménia (1,22% do PIB) foram os que mais gastaram em auxílios estatais.

A preços correntes, Portugal afectou 1,13 mil milhões de euros a auxílios estatais em 2024, o que o torna o país que mais investe no desenvolvimento regional (36%), um valor que a Comissão considera indicativo dos esforços para aumentar a coesão económica e a competitividade.

Os auxílios não relacionados com a crise representaram a maior parte (1,11 mil milhões de euros, 0,39% do PIB), seguidos da luta contra a pandemia da COVID-19 (21 milhões de euros, 0,01% do PIB).

De acordo com a edição de 2025 do Painel de Avaliação dos Auxílios Estatais para 2024, as despesas entre os 27 Estados-Membros da União Europeia (UE) diminuíram em comparação com 2023, para um intervalo de 1,37 % a 0,4 %, enquanto no ano anterior a diferença se situava entre 2,89 % e 0,4 % dos respetivos PIB nacionais.

Em 2024, os 27 países gastaram 168,23 mil milhões de euros, o que corresponde a 0,94% do PIB da UE, em auxílios estatais para as prioridades da UE e ajuda de emergência relacionada com o surto de COVID-19 e a invasão russa da Ucrânia.

Cerca de 90% deste montante, ou seja, 151,90 mil milhões de euros, foram afectados às prioridades da UE, o que representa 0,85% do PIB do bloco.

Os restantes 16,33 mil milhões de euros, cerca de 10% do total das despesas com auxílios estatais, foram afectados a medidas de gestão de crises, o que representa 0,09% do PIB.