De acordo com a síntese dos primeiros resultados anuais de 2025, as exportações abrandaram face ao ano anterior, quando cresceram 2%, enquanto as importações aceleraram face a 2024, quando também aumentaram 2%.

Excluindo as transacções sem transferência de propriedade, "o aumento das importações (+2,3%) é atenuado, enquanto as exportações apresentam uma inversão, com um decréscimo de 1,6%", indica o INE.

O gabinete de estatística destaca que os combustíveis e lubrificantes "penalizaram o saldo da balança comercial em 2025, que se situou em -26.817 milhões de euros quando excluída esta categoria de bens", devido aos aumentos mais acentuados das exportações e das importações.

Este destaque inclui ainda os dados mensais do comércio internacional, que indicam que, em dezembro de 2025, as exportações caíram 0,7% e as importações de bens diminuíram 2,7%, uma tendência influenciada pela paragem da refinaria de Sines da Galp no final do ano passado.

No que diz respeito às categorias de produtos, em dezembro de 2025, "registou-se um decréscimo acentuado das exportações de combustíveis e lubrificantes (-24,2%)", uma tendência que está em grande parte "associada à paragem de unidades de refinação nacionais nos últimos meses do ano", explica o INE.

Quanto aos países parceiros, as exportações para os Estados Unidos diminuíram 25,9%, sobretudo devido à menor compra de gasolina, enquanto as exportações para o Reino Unido caíram 21,5%, reflectindo uma diminuição das exportações de veículos de passageiros.

Ao nível das importações, "destaca-se o decréscimo dos combustíveis e lubrificantes (-52,7%), principalmente do petróleo bruto proveniente do Brasil e da Argélia, reflectindo quer a redução em volume (-49,9%), ainda associada à paragem das unidades de refinação nacionais, quer a queda dos preços (-5,4%)".

Olhando para os principais países parceiros no ano anterior, "registou-se um decréscimo assinalável das importações provenientes do Brasil (-83,3%) e, embora não sendo um dos principais países parceiros no ano anterior, da Argélia (-71,1%), essencialmente de combustíveis e lubrificantes em ambos os casos", segundo o gabinete de estatística.