De acordo com os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística(INE) para 2025, divulgados hoje, estas atividades geraram receitas totais de 7,2 mil milhões de euros, um aumento de 7,2%, e 5,5 mil milhões de euros em proveitos de aposento, um aumento de 6,8%.

Apesar dos aumentos face a 2024, todos estes indicadores representaram um abrandamento em relação à variação anterior: o aumento de 3,0% de hóspedes compara com 5,2% em 2024, o aumento de 2,2% de dormidas com 4,1% em 2024, os proveitos totais caíram 3,8 pontos percentuais e os proveitos de aposento 4,2 pontos percentuais.

Esta tendência de abrandamento também se verificou nas dormidas de não residentes, que aumentaram 0,8%, face aos 4,9% registados no ano anterior.

Em contrapartida, as dormidas de residentes aumentaram de 2,2% em 2024 para 5,4% no ano passado.

Apesar destas tendências, os não residentes continuaram a representar 69,4% das dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico, num total de 57 milhões, contra 25,1 milhões de residentes.

Neste domínio, as regiões Centro (68,2%) e Alentejo (66,8%) registaram as maiores percentagens de dormidas de residentes nacionais, enquanto a Madeira (82,5%) e a Grande Lisboa (81,4%) apresentaram a maior dependência dos mercados externos.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os mercados externos predominaram em todos os meses de 2025, "com maior prevalência nos meses de outubro e maio", quando atingiram 74,8% e 74,4% do total de dormidas, respetivamente.

dezembro (38,7%) e agosto (35,8%) foram os meses com maior percentagem de dormidas de residentes.

No ano passado, o mercado britânico voltou a ser o principal emissor de dormidas, contribuindo com 17,7% para o total de dormidas de não residentes, apesar de ter registado um decréscimo de 1,5%, seguido dos mercados alemão (11,3%), norte-americano (9,6%) e espanhol (9,1%).

Espanha foi o principal mercado estrangeiro nas regiões Centro (24,6%), Oeste e Vale do Tejo (22,5%), Alentejo (18,2%), Norte (16,7%) e Península de Setúbal; os EUA na Região Autónoma dos Açores (17,0%) e na Grande Lisboa (16,8%); a Alemanha na Região Autónoma da Madeira (23,8%); e o Reino Unido no Algarve (35,9%).

Só no quarto trimestre, registaram-se 7,2 milhões de hóspedes e 17,1 milhões de dormidas, representando aumentos de 2,9% e 1,9%, respetivamente, enquanto os proveitos totais atingiram 1,4 mil milhões de euros (+5,4%) e os de aposento mil milhões de euros (+6,8%).