No total, as exportações atingiram as 35.000 toneladas, valor que deverá diminuir ainda mais em 2026 devido às quotas de pesca naquele país, segundo o NSC.

"Estamos a exportar 35.000 toneladas da Noruega para Portugal, um ligeiro decréscimo de cerca de 1%" face a 2024, revelou a diretora em Portugal do Norwegian Seafood Council(NSC), Gudfina Traustadottir, aos jornalistas na Noruega.

Para 2026, as estimativas apontam para uma nova redução das exportações, uma vez que haverá menos peixe disponível no mercado, tendo em conta as recomendações científicas do comité formado pela Rússia e Noruega, que pescam no mesmo mar.

De acordo com os dados do CNS, em 2023, as exportações de bacalhau salgado e seco da Noruega para Portugal totalizaram 17.915 toneladas, uma quebra de 15% face ao ano anterior.

Por sua vez, as exportações de bacalhau salgado totalizaram 17.836 toneladas, menos 4%, enquanto o preço subiu 24%. As exportações de bacalhau congelado registaram uma quebra de 7%, para 2.877 toneladas, tendo o valor subido também 24%.

As exportações de bacalhau fresco/refrigerado totalizaram 922 toneladas, um decréscimo de 63%, enquanto o preço subiu 30%.

O CNS investirá este ano em Portugal entre 700.000 e 800.000 euros, em linha com o investimento do ano passado. Este orçamento inclui, por exemplo, actividades promocionais e campanhas publicitárias.

Esta organização trabalha em parceria com a indústria norueguesa para aumentar o valor dos produtos do mar, consolidar mercados e entrar em novas geografias.

O NSC é uma empresa pública com sede em Tromsø e está sob a alçada do Ministério do Comércio, Indústria e Pescas norueguês, com representação em Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, China e Estados Unidos.