De acordo com o último relatório do idealista, publicado a 2 de abril de 2026, o custo mediano foi de 16,4 €/m2, consolidando uma tendência de descida que dura há três meses consecutivos. Este valor representa uma diminuição face ao máximo histórico de 17 €/m2 atingido em outubro de 2025, assinalando um alívio após um período de aumentos acentuados.
Apesar da descida global, o cenário revela uma grande disparidade regional. As rendas em Lisboa mantiveram-se quase estáveis (-0,1%).
A capital é, de longe, a cidade mais cara para arrendar, com 22 euros/m². Em contrapartida, Porto (-4%), Viseu (-3,9%) e Braga (-3,2%) registaram descidas anuais significativas.
Bragança destacou-se, liderando os aumentos tanto a nível da cidade (23,2%) como do distrito, com um impressionante aumento de 47,3%. Este facto reflecte uma forte pressão da procura em mercados que anteriormente eram mais económicos.
Por regiões, os Açores lideram os aumentos com uma subida de 8,8%, seguidos do Centro (6,3%) e da Madeira (6,1%). Em contrapartida, o Norte (-4,6%) e o Algarve (-1%) foram as únicas regiões a registar decréscimos anuais.
No ranking dos distritos e ilhas, Vila Real apresentou a descida mais acentuada do país (-17%), posicionando-se como uma das localizações mais acessíveis, apenas ultrapassada pela Guarda, que continua a ser o distrito mais económico para arrendar casa, com um valor mediano de 6,2€/m2.
Esta moderação dos preços ocorre num contexto de maior escrutínio do mercado, em que o índice Idealista elimina os anúncios atípicos para garantir que os dados reflectem a realidade imobiliária.
Embora as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto continuem a concentrar os valores mais elevados, a tendência de descentralização e ajustamento nos grandes centros urbanos parece estar a ditar o ritmo do sector no início de 2026.







