O foco central desta mudança é a atualização dos regulamentos de transporte transfronteiriço, que entram em vigor a 22 de abril, com o objetivo de harmonizar a documentação e os controlos sanitários nos Estados-Membros.
No entanto, é importante esclarecer que, embora a Europa esteja a evoluir para normas mais rigorosas, as obrigações diárias dos donos de animais em Portugal mantêm-se inalteradas.
Logística das viagens
Esta distinção é fundamental, uma vez que os novos requisitos se aplicam apenas à logística da viagem e não aos cuidados a ter com o animal.
Para os residentes que não pretendem atravessar fronteiras, as responsabilidades legais continuam a ser as mesmas: garantir que o animal tem microchip, está registado no SIAC (Sistema de Informação de Animais de Companhia) e tem o calendário de vacinação atualizado.
Obrigações consolidadas
Em Portugal, estas obrigações já estão consolidadas pela DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária), pelo que o cumprimento da regulamentação nacional em vigor é suficiente para garantir a conformidade legal durante este período de transição europeia.
Combate à criação ilegal
A perceção de uma mudança drástica deve-se em grande parte à sobreposição de diferentes propostas da Comissão Europeia destinadas a combater a criação ilegal e a reforçar o bem-estar dos animais a longo prazo.
Embora estas questões estejam a ser debatidas em simultâneo com as novas regras de transporte, são processos distintos que serão implementados gradualmente ao longo dos próximos anos.
Registo universal
O objetivo futuro de criar um sistema de registo universal acabará por facilitar a vida dos expatriados que se deslocam entre países, tornando os requisitos mais previsíveis e coerentes em toda a União.
Cenário de continuidade
Em suma, para quem reside em Portugal, o cenário atual é de continuidade e não de rutura. Se o seu cão, gato ou furão já se encontra devidamente identificado e registado ao abrigo da legislação portuguesa, não é necessária qualquer ação imediata neste mês de abril.
Este ajustamento legislativo tem como principal objetivo tornar o trânsito de animais mais seguro e controlado, garantindo o respeito pelas normas de saúde pública, sem impor novos encargos administrativos à posse responsável de animais de companhia no dia a dia.







