O apoio dado aos doentes incluiu medicação, próteses, transporte e alimentação, anunciou a instituição.
De acordo com os dados divulgados pela Liga, no ano passado foram apoiados 25.200 doentes, mais 3.300 (15%) do que em 2024, e foram atribuídos mais 2,2 milhões de euros em apoios, o que representa um aumento de 24%.
Este aumento sublinha que "reflecte a crescente procura de apoio por parte dos doentes e a capacidade de resposta da LPCC".
Investir na investigação
No que diz respeito à investigação e formação em Oncologia, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) investiu 700 mil euros, o dobro do valor registado no ano anterior. Este montante financiou 38 bolsas de investigação e 4 centros de investigação, bem como a formação de 1.810 profissionais de saúde.
Este crescimento estendeu-se a praticamente todas as respostas e intervenções da LPCC: em 2025, foram realizadas 21.300 consultas gratuitas de psico-oncologia, servindo cerca de 3.700 doentes.
Na área da prevenção, foram realizadas 14.537 consultas de diagnóstico precoce de cancro da pele e oral, bem como consultas de cessação tabágica e nutrição.
Acompanhamento dos doentes
Ao longo do ano, foram acompanhados mais de 8.200 doentes nos centros de dia e cerca de 400 nos domicílios, refere a Liga, acrescentando que as Linhas de Apoio ao Cancro e ao Pulmão registaram mais de 6.000 contactos, entre chamadas e emails.
"O crescimento da atividade da LPCC foi acompanhado pelo envolvimento de cerca de 21.700 voluntários, assegurando, com o seu empenho e solidariedade, a proximidade da LPCC aos doentes e famílias", sublinha.
Investimento reforçado
O presidente da LPCC, Vítor Veloso, destaca que a instituição chegou a mais pessoas no ano passado e reforçou o investimento na investigação oncológica.
"Esta missão só é possível graças ao contributo dos colaboradores, voluntários e à generosidade da sociedade civil. Cada contributo é fundamental para que possamos estar ao lado de quem mais precisa, todos os dias", afirma Vítor Veloso, citado no comunicado.
A LPCC tem ainda como missão defender os direitos dos doentes e sobreviventes de cancro, representá-los junto das autoridades competentes e promover políticas que garantam a sua proteção, acesso à informação e apoio ao longo da evolução da doença.







