Uma portaria da Secretaria Regional do Mar e das Pescas enumera as águas balneares costeiras para 2026 na Região Autónoma dos Açores. Estabelece também a duração da época balnear para cada zona. Publicado hoje em Diário da República, a principal alteração em relação à época anterior é a reabertura da reserva natural do ilhéu de Vila Franca do Campo. Este ilhéu encontrava-se encerrado aos banhistas devido à contaminação das águas.

Com a reabertura do ilhéu de Vila Franca do Campo, São Miguel - a maior e mais populosa ilha - passa a ter este ano 25 zonas balneares costeiras identificadas.

A ilha do Pico é a que tem mais zonas balneares na Região, com 26. Segue-se a ilha Terceira com 16, o Faial com seis, a Graciosa com cinco, Santa Maria com quatro, São Jorge com três, Flores com duas e Corvo com uma.

A época balnear varia de zona para zona, decorrendo de 1 de junho a 13 de julho e de 31 de agosto a 11 de outubro.

De acordo com a portaria, assinada pelo Secretário Regional do Mar e Pescas, Mário Rui Pinho, a Direção Regional de Políticas do Mar é responsável pela identificação anual das águas balneares costeiras. Além disso, define anualmente a época balnear para cada zona.

No dia 31 de março, o Secretário Regional do Ambiente e da Ação Climática, Alonso Miguel, revelou que a reserva natural do ilhéu de Vila Franca do Campo vai reabrir nesta época balnear. O local tinha sido anteriormente encerrado aos banhistas devido à contaminação das águas.

Alonso Miguel afirmou que será possível reabrir a zona balnear do ilhéu de Vila Franca nesta época balnear. Considerou este facto "bastante satisfatório", dada a importância do local para os habitantes locais e para os turistas.

O governante lembrou que "houve um compromisso por parte do Governo Regional de continuar a monitorizar e a fazer obras na zona balnear", tendo sido desenvolvidas análises à água em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que "resultaram numa classificação aceitável".

O ilhéu de Vila Franca do Campo, classificado como reserva natural e integrado na Rede Natura 2000, foi encerrado aos banhistas no verão de 2025 devido aos resultados da qualidade da água nos últimos cinco anos, sendo apenas permitida a visitação.

Alonso Miguel acrescentou que o funcionamento da ligação marítima de Vila Franca do Campo ao ilhéu manter-se-á inalterado, continuando a ser assegurado pelo Clube Naval local, enquanto a capacidade de acolhimento será de 400 pessoas por dia, com 200 pessoas em simultâneo no interior da cratera.

O ilhéu, inicialmente classificado como Reserva Natural em 1983, integra a Área Protegida de Gestão de Recursos da Caloura - Ilhéu de Vila Franca do Campo, a Zona de Reserva Integral de Captura de Lapas e o programa ambiental CORINE Biótopo.

A geopaisagem constitui também um geossítio no âmbito do Geoparque Mundial dos Açores da UNESCO.