"O papel da Liga é aproximar-se o mais possível das universidades e dos territórios. Por isso, estamos satisfeitos por criar um protocolo global que será aplicado. Queremos que as coisas aconteçam e vamos dar esse passo em frente muito em breve", afirmou.
Reinaldo Teixeira falava na conferência "O Papel do Futebol Profissional e os Desafios Futuros", que decorreu no âmbito das Conversas na Casa da Lusofonia, organizadas pela Universidade de Coimbra (UC).
Uma colaboração mais estreita
Durante a abertura, o Diretor-Adjunto da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEFUC), Hugo Sarmento, defendeu uma "colaboração mais estreita entre o meio académico e o futebol profissional", explicando que tais parcerias permitiriam aos clubes, à FCDEFUC e à Liga partilharem conhecimentos e recursos, conduzindo à inovação prática e ao crescimento em ambos os domínios.
Há muito que o futebol português exporta não só jogadores, mas também treinadores e dirigentes. Agora, tem a possibilidade de exportar também conhecimento e, com esta convicção, a FCDEFUC está totalmente disponível para contribuir ativamente para esta construção conjunta", sublinhou.
Formação de futuros treinadores
A faculdade está "a formar os futuros treinadores, analistas, preparadores físicos e especialistas que vão integrar o futebol português e mundial nos próximos anos, o que exige garantir uma formação cientificamente sólida e alinhada com as reais necessidades do sector".
Ao longo do seu discurso, Reinaldo Teixeira afirmou que a Liga Portugal Business School "quer interagir com as universidades nacionais e, ao mesmo tempo, dar formação de cá para lá e de lá para cá para o resto do mundo".
Parcerias com federações
"Temos uma série de parcerias com federações, com outras ligas europeias. Essencialmente, partilhamos conhecimentos, experiências e, ao mesmo tempo, interagimos, fazendo com que o mundo pareça pequeno na nossa relação", argumentou.
Objectivos futuros
O presidente da LPFP destacou ainda o objetivo 2028, que visa acrescentar mais valor às competições, tornando-as mais competitivas, com menos faltas e mais tempo efetivo de jogo. Referiu ainda que um dos desafios no horizonte é acelerar as respostas do VAR e melhorar a experiência em campo para os adeptos.
Formalização de um protocolo
No encerramento da sessão, o diretor da FCDEFUC, Vasco Vaz, reiterou a sua disponibilidade para formalizar um protocolo com a LPFP, quer através da faculdade, quer da Universidade de Coimbra (UC), para facilitar a partilha de conhecimentos. O reitor da UC, Amílcar Falcão, registou a pertinência do acordo e destacou as vantagens da parceria.
Não apenas um negócio
No discurso de abertura, o vice-reitor para as Relações Externas e Alumni da UC, João Nuno Calvão da Silva, apelou a que o futebol não seja visto apenas como um negócio, sublinhando os seus aspectos democráticos e emocionais.
À margem da conferência, quando questionado pelos jornalistas sobre como encarava, 12 anos depois, a possibilidade de Portugal estar representado no Mundial de 2026 com um trio de árbitros assistentes, Reinaldo Teixeira disse ser um motivo de orgulho.
"É um momento de orgulho", porque "prova que temos qualidade, temos competência".
A LPFP (Liga Portuguesa de Futebol Profissional) já tinha felicitado o árbitro João Pinheiro pela nomeação para o Campeonato do Mundo de 2026, em "reconhecimento da consistente e excelente carreira que tem demonstrado ao mais alto nível".







