Em declarações à agência Lusa, Luís Segadães, presidente das 7 Maravilhas de Portugal, explicou que a edição deste ano marca o regresso do concurso quase 20 anos depois da primeira iniciativa, a 7 de julho de 2007, que visou valorizar o património edificado e mobilizar os portugueses em torno da identidade cultural e histórica.
"Há quase 20 anos que promovemos aquilo a que chamamos os grandes valores da identidade nacional. Escolhemos como tema para cada concurso, em cada ano, um tema que toca profundamente o povo português e que tem a ver com a sua identidade, com os valores da sua terra", afirmou.
Segundo Luís Segadães, esta edição, que foi apresentada a 17 de março em Lisboa, está organizada em sete categorias: Castelos, Religião, História, Grandes Obras, Arquitetura do Século XX, Arquitetura do Século XXI e Turismo.
"Tem sete categorias, e essas categorias recebem candidaturas. Terminámos esta fase de candidaturas, e o processo em si tem uma primeira fase que envolve um painel de peritos, seguido de um conselho científico. A nossa organização não escolhe nada. Delegamos em grupos que fazem as selecções", afirmou.
De acordo com Luís Segadães, houve mais de 650 candidaturas. O painel de peritos reduziu a lista para 147.
"Hoje, lançámos a votação pública. O painel de especialistas reduziu a lista para 147, com 21 organizados para cada uma das sete grandes regiões turísticas do país: Norte, Centro, Grande Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. Temos 21 sítios patrimoniais organizados, três por cada categoria", indicou.
Luís Segadães explicou que, a partir de 13 de junho, serão realizados roadshows em 12 localidades de todo o país, com meias-finais regionais e depois finais regionais, sempre em formato eliminatório, até restar apenas um concorrente de cada categoria em cada região.
"Seguem-se as meias-finais e a final, com a final a ter lugar a 12 de setembro", disse.
O presidente das 7 Maravilhas de Portugal afirmou ainda que a edição deste ano "surge num contexto particularmente sensível, uma vez que algumas regiões ainda estão a recuperar dos impactos do mau tempo do início do ano", devido à tempestade Kristin.
"Vamos filmar um dos nossos programas em Leiria. Será uma boa forma de começar por reconhecer o que aconteceu e de mostrar que o país se reconstruiu e reabilitou. Temos um programa dedicado a isso em Leiria, cujo castelo, por exemplo, sofreu danos devido ao mau tempo de 11 de julho", disse, referindo que a TVI é a televisão oficial desta edição.








