Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULSAC indicou que a abertura das 100 vagas está relacionada com o reforço das "equipas e a preparação do futuro Hospital Central do Alentejo, atualmente em construção em Évora".
Contactada pela Lusa, fonte do Gabinete de Comunicação e Marketing da ULSAC explicou que algumas das vagas já estão abertas, podendo as candidaturas ser consultadas no site da unidade local de saúde, prevendo-se que as restantes vagas sejam abertas nos próximos dias.
No comunicado, a ULSAC sublinha que as vagas abrangem várias especialidades médicas, incluindo áreas consideradas relevantes para a futura atividade do novo hospital, como a Cardiologia Pediátrica, a Cirurgia Maxilo-Facial e a Cirurgia Pediátrica.
Vagas disponíveis
Dermatovenereologia, Doenças Infecciosas, Estomatologia, Genética Médica, Hematologia Clínica, Medicina do Trabalho, Neurorradiologia, Radiologia, Oncologia Radiológica e Reumatologia estão também entre as especialidades com vagas disponíveis.
"Esta é uma oportunidade única" para os médicos integrarem "um projeto clínico diferenciador e participarem ativamente na construção do futuro da saúde na região do Alentejo", destacou a diretora clínica da área de saúde hospitalar da ULSAC, Teresa Avelar, citada na nota de imprensa.
De acordo com a responsável, os clínicos interessados "terão a oportunidade de contribuir para a implementação e desenvolvimento de novas respostas assistenciais", com "um papel relevante na organização das equipas, na definição de modelos de funcionamento e na inovação dos cuidados prestados".
Teresa Avelar considerou ainda que "este desafio pode ser particularmente atrativo para os médicos em início de carreira", pois acredita que estes profissionais "encontrarão condições de crescimento profissional e de diferenciação clínica".
Os médicos especialistas, referiu, que "pretendem ingressar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) através de um contrato estável e de longa duração" também poderão ficar agradados com o desafio de integrar a ULSAC.
"O futuro Hospital Central do Alentejo será uma infraestrutura estruturante para a região e para o SNS, cujo sucesso dependerá da qualidade e empenho das equipas que o integrarão", acrescentou a ULSAC no comunicado.
A 20 de março, quando foi assinado o protocolo para a construção das vias de acesso e infra-estruturas do hospital, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, revelou que a construção do hospital estava então "cerca de 80% concluída", estimando que a construção civil pudesse estar terminada em junho de 2027.
"Depois, há licenças e ensaios a fazer", referiu, observando que "um hospital desta dimensão precisa de, pelo menos, seis meses de ensaios de instalações".
Ana Paula Martins garantiu que o projeto "tem de estar concluído, até por causa dos fundos europeus, até ao final de 2027".
Novo hospital no Alentejo
O Hospital Central do Alentejo está a ser construído num terreno de 75 hectares, dos quais 25 hectares são destinados à unidade hospitalar.
O projeto prevê uma área bruta de construção de aproximadamente 100.000 metros quadrados, distribuídos por 10 pisos, acima e abaixo do solo.
A nova unidade hospitalar servirá cerca de 150.000 habitantes do distrito de Évora e cerca de 440.000 pessoas em todo o Alentejo, funcionando em articulação com os hospitais de Beja, Portalegre, Elvas e Litoral Alentejano.








