Em três meses, o crescimento foi consistente "sem sinais de abrandamento". De acordo com a mesma fonte, "fevereiro representou 35,9% da procura trimestral e registou um crescimento anual de +299,7%, enquanto março representou 37,4% do total (+282,5%). abril fechou o período com 26,7% da procura trimestral e um crescimento de +186,3%".

Procura noutros mercados

Apesar de Lisboa e Porto continuarem a representar a maior parte da procura nacional, o Imovirtual, em comunicado, refere que "o crescimento das rendas está também a acelerar fora dos mercados tradicionais".

Lisboa continua a ser o distrito mais procurado, "representando 17,0% da procura nacional em 2026, seguido do Porto com 9,2%". No entanto, estão a perder quota relativa face a 2025, e Braga surge "como o único distrito do top 10 a ganhar peso no mercado, passando de 2,6% para 2,8% da procura nacional e registando um crescimento anual de +280,8%".

No que respeita aos municípios, como seria de esperar, a maior procura concentra-se nos municípios de Lisboa, que lideram com 7,81% da procura nacional, seguidos do Porto (4,04%) e Sintra (1,80%). No entanto, no relatório do Imovirtual, Cascais surge como a principal surpresa entre os municípios, "aumentando a sua quota de procura de 1,03% para 1,40% e registando um crescimento homólogo de +381,7% no número de pesquisas".

Apesar de não estarem entre os primeiros, Matosinhos e Coimbra "registam um crescimento na procura nacional". O Imovirtual revela que "Matosinhos passou de 0,69% para 0,75%, enquanto Coimbra subiu de 1,14% para 1,18%. O Porto, por sua vez, mantém praticamente a mesma quota de procura, passando de 4,02% para 4,04%, crescendo ao mesmo ritmo que o mercado".

Citada no comunicado de imprensa, Sylvia Bozzo, diretora de marketing do Imovirtual, afirmou: "Os dados mostram que o mercado de arrendamento continua sob forte pressão e é cada vez mais competitivo. Lisboa e Porto continuam a ter um peso significativo na procura, mas também verificamos um forte crescimento nos concelhos próximos destes grandes centros, o que indica que muitos inquilinos estão a alargar o seu raio de procura para encontrar soluções mais adequadas. Num contexto de rendas elevadas e oferta limitada, a decisão de arrendar é cada vez mais condicionada pelo equilíbrio entre preço, localização e tipo de imóvel."

Municípios mais pequenos

A procura tem crescido fora dos centros urbanos, com os dados a apontarem "sinais de crescimento em concelhos com menor peso na procura nacional, como Benavente, Cinfães, Sobral de Monte Agraço, Lourinhã, Pombal, Vila Nova de Famalicão, Montijo e Évora". O aumento da procura pode ser explicado pelo "crescente interesse por localizações alternativas no mercado de arrendamento".