Em um comunicado, a entidade de gerenciamento de resíduos de equipamentos elétricos, baterias e embalagens observa que a iniciativa de coletar gratuitamente grandes eletrodomésticos nas casas das pessoas completou 5 anos e coletou mais de 1.300 toneladas de lixo elétrico.

Somente no ano passado, foram coletadas 613 toneladas (457 no ano anterior), especialmente máquinas de lavar e lava-louças, que representaram mais de 250 toneladas do total.

A campanha do Electrão começou em 2021 como um projeto piloto em algumas freguesias de Lisboa (com menores taxas de coleta), mas agora abrange 12 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da Região Oeste, com o objetivo, segundo seus gestores, de expandir o serviço para mais municípios.

“Ao longo de cinco anos, conseguimos remover mais de 1.365 toneladas de lixo elétrico de nossas ruas e garantir seu tratamento adequado. Esta é uma contribuição essencial para a economia circular e, acima de tudo, para simplificar a vida de quem quer reciclar corretamente”, disse Ricardo Furtado, diretor-geral de Elétrica e Baterias do Electrão, citado no

comunicado.

No ano passado, além de máquinas de lavar, geladeiras e freezers também representaram um peso considerável no balanço final, 250 toneladas, seguidas por 55 toneladas de telas e monitores e 44 toneladas de pequenos eletrodomésticos. E a tudo isso foram adicionadas sete toneladas de pequenos equipamentos de informática e 542 quilos de lâmpadas

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Na balança de serviços de 2025, ainda restam quase 1 tonelada de baterias e 179 kg de material de impressão.

O serviço porta a porta (diferenciado pelos consumidores, de acordo com a entidade) permite que os cidadãos dos municípios em questão agendem uma coleta com o Electrão ou com uma prefeitura participante, e uma equipe coletará o eletrodoméstico gratuitamente e o enviará para reciclagem.

Solicitando o serviço

Para solicitar o serviço, é necessário ter pelo menos um aparelho volumoso para entrega, e equipamentos menores podem ser entregues posteriormente, observa

a entidade.

O projeto, enfatiza Electrão, é “uma ferramenta crucial para combater o acúmulo de equipamentos elétricos nas residências e o desvio de aparelhos deixados nas vias públicas para o mercado paralelo”.

Assim, explica, o equipamento não é desviado para o setor informal, “com impactos negativos na saúde pública e no meio ambiente”, e, em vez disso, é levado para circuitos oficiais, onde é reciclado “com as melhores práticas ambientais”.

A

Electrão — Associação de Gerenciamento de Resíduos é a entidade responsável por três dos principais sistemas de coleta e reciclagem de resíduos: embalagens, baterias e equipamentos elétricos usados. Ela gerencia uma rede de pontos de coleta de equipamentos elétricos e baterias usados, com mais de 15.300 em todo o país, e também é responsável pela reciclagem de embalagens

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