No encerramento de uma conferência comemorativa da adesão de Portugal às Comunidades Europeias na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, Seguro considerou que Portugal deveria manter uma política europeia consistente e preservar o consenso interno sobre a sua adesão à União Europeia.

O país deve “focar sua diplomacia e política externa em um projeto ambicioso que lhe permita ser uma voz cada vez mais relevante em Bruxelas [Bélgica]”, ressaltou.

Numa época em que a Europa precisa diversificar parcerias e expandir sua rede de influência, Portugal não é uma periferia; é uma ponte, argumentou.

“Somos a porta ibérica para um relacionamento mais profundo com o Brasil, a África e a América Latina”, declarou.

O Chefe de Estado destacou que Portugal tem mais a oferecer à Europa do que normalmente reconhece.

“A política europeia começa em casa e com uma estratégia clara em relação ao nosso papel na União Europeia”, considerou.

De certa forma, acrescentou, Portugal e a Europa enfrentam desafios semelhantes.

“Ou a Europa escolhe ser o tema da história, ou se resigna a ser o objeto das escolhas dos outros. No que diz respeito a Portugal, estou certo de que escolheu ser o assunto e estou certo de que essa continuará a ser a vontade da grande maioria dos portugueses”, frisou.

O Presidente da República também alertou que “uma Europa que hesita é uma Europa que perde e é uma Europa que fica para trás”.

“A regra da unanimidade em áreas estratégicas é um luxo pelo qual não podemos continuar pagando”, concluiu.