"A situação atual do turismo nos Açores não é positiva, pois tem vindo a registar quebras no número de hóspedes e dormidas, divergindo negativamente do que se passa no país e, em especial, na Madeira", aponta a direção da CCIA.
Em comunicado enviado à agência Lusa, após a recente assembleia-geral, a associação empresarial manifestou "profunda preocupação e discordância" relativamente à "continuada insuficiência de recursos financeiros" afectos à VizitAzores, entidade responsável pela promoção externa do turismo regional. Segundo a Câmara de Comércio, esta situação volta a ser evidente no orçamento previsto para 2026, mantendo-se "a incerteza quanto à sua efectiva execução".
A CCIA defende que o investimento dos Açores em promoção "é substancialmente inferior ao que a Madeira tem vindo a fazer ao longo dos anos, mesmo sendo um destino consolidado".
Para a organização empresarial, os resultados "muito positivos" alcançados pela Madeira demonstram os efeitos de um investimento sustentado, aliado a uma "estratégia consistente, a políticas públicas continuadas" e a uma "gestão profissional e eficiente".
A direção da CCIA (Associação de Turismo dos Açores) defende que o atual contexto exige "uma visão diferente, eficiência e recursos financeiros mais substanciais" para o sector do turismo nos Açores, à altura do seu retorno à economia e do seu peso no Produto Interno Bruto (PIB) da região.
"Incerteza"
A associação alerta ainda para um conjunto de incertezas que podem agravar a situação do sector, nomeadamente "o anunciado fim das operações da Ryanair" na região, o impacto desta decisão na economia regional, "a incerteza" em torno da privatização da Azores Airlines e o futuro das ligações da TAP aos Açores no cenário de privatização da companhia aérea.
A direção da CCIA destaca a relevância do turismo na economia regional, com "impacto em muitas actividades económicas", e o seu "papel cada vez mais relevante no desenvolvimento regional, no emprego e nas finanças públicas regionais".
"O sucesso do turismo nos Açores exige uma atenção especial, uma visão pública estratégica, recursos financeiros adequados e concretos, e uma ainda maior coordenação e colaboração entre as entidades públicas e os agentes económicos", considera a associação empresarial.









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