O relatório do Instituto para a Qualidade de Vida vai além da riqueza económica, utilizando indicadores como a qualidade do ar, a segurança, a coesão social e a eficiência da mobilidade para medir a capacidade de cada cidade para apoiar o bem-estar dos residentes a longo prazo.

Embora o Norte da Europa continue a dominar o topo da tabela, com Copenhaga a manter o título de cidade mais feliz do mundo devido ao seu equilíbrio entre sustentabilidade e inovação, seguida de Helsínquia e Genebra, Portugal demonstra uma presença equilibrada entre as suas principais áreas metropolitanas.

Cidades de Portugal

Em Portugal, a Maia (69.ª posição) destaca-se como a cidade mais feliz, graças ao seu tecido empresarial dinâmico e às boas acessibilidades, que contribuem diretamente para o bem-estar dos residentes.

No norte, Matosinhos (111.º) é valorizada pela sua frente marítima, que melhora a qualidade de vida, enquanto Gondomar (199.º) beneficia da sua proximidade ao rio Douro, o que associa a sua classificação a esta vantagem natural.

As cidades portuguesas da região de Lisboa e Setúbal, como Odivelas e Almada, são reconhecidas pelas suas fortes ligações a capitais e serviços, apesar dos desafios da periferia. A energia cultural de Lisboa é compensada pelos custos elevados e pela pressão imobiliária, enquanto Braga se destaca pela juventude e pela tecnologia, mas enfrenta desafios de mobilidade. O Funchal equilibra o clima com os desafios da insularidade.

Em última análise, o progresso de Portugal depende do planeamento de uma mobilidade sustentável e de serviços públicos eficientes, como demonstram os casos de sucesso a nível mundial.