Neste livro, o autor convida os leitores a refletirem sobre a importância do questionamento para transformar e recriar. Símbolo de resiliência, a Viarco se alinha à crença de que é essencial atuar como guardiã e promotora da história e da identidade cultural, ao mesmo tempo em que confere a essa herança um novo papel: um de

questionamento e criação.

Créditos: Imagem fornecida;

Porque as perguntas — ingrediente fundamental da Filosofia para Crianças e Jovens, campo no qual o autor trabalha há mais de duas décadas — levam ao diálogo, onde todos têm igual espaço para participar e contribuir para a geração de ideias. O icônico lápis azul, que já foi um objeto padrão olímpico, é na verdade o lápis da liberdade, estimulando a imaginação, o pensamento crítico e

a criatividade.

“É importante que nossa história recente permaneça presente. Portugal viveu sob uma ditadura por quase 50 anos e, após meio século de democracia, a atmosfera é de esquecimento”, explicou José Vieira, diretor da Viarco. “Para uma criança de 10 anos, algo que aconteceu em 1974 parece história antiga, mas isso é basicamente uma questão do presente.”

“O fato de a Viarco ter abraçado a proposta do livro dá uma presença material renovada a uma expressão que há muito se tornou idiomática na língua portuguesa e representa um dos caminhos contidos na nossa história”, continuou Laurinha Aguiar da Silva, acrescentando que é um privilégio que a Viarco tenha feito parceria com esta primeira edição de “O Lápis Azul”.

“Sabemos que o equilíbrio entre o estado de direito e a ditadura é extremamente frágil... (talvez os ditadores sempre tenham sido eleitos pelo povo)”, concluiu Viarco. “Este livro traz o assunto da censura para a mesa, apresentando-o às novas gerações e educando-as para o pensamento livre

.”

O lápis azul continua sendo um objeto de resistência, capaz de marcar qualquer superfície. Por 48 anos, deteve o poder de mirar, restringir e apagar qualquer registro que ameaçasse os valores do regime do Estado Novo, censurando milhares de livros, jornais e expressões culturais. Hoje, ele reescreve sua própria história, transformando o mundo ao seu redor por meio da criatividade

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Como não pode haver uma boa síntese sem uma boa análise, o lápis azul Viarco — que inspirou o trabalho — agora está percorrendo bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais ao lado de “O Lápis Azul”, convidando crianças (e adultos também, por que não?) escrever, desenhar e despertar a invenção e sua reinvenção de ideias. Juntos, eles continuarão sua jornada pelas bibliotecas escolares e municipais e outros espaços culturais

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