“A aceleração do IPC [Índice de Preços ao Consumidor] é quase inteiramente explicada pelo aumento dos preços dos combustíveis”, enfatiza o instituto de estatística, confirmando hoje a estimativa preliminar divulgada no final do mês passado.
Produtos energéticos
Em março, o primeiro mês completo após o ataque dos EUA e Israel ao Irã, a variação no índice relacionado a produtos energéticos aumentou para 5,7% (-2,2% no mês anterior), enquanto o índice referente a produtos alimentícios não processados registrou uma variação de 6,4% (6,7%
no mês anterior).O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis, como alimentos não processados e energia, acelerou para 2,0%, 0,1 ponto percentual a mais do que em fevereiro.
Em termos mensais, em relação a fevereiro, o IPC registrou uma taxa de variação de 2,0%, o que compara com 0,1% em fevereiro e 1,4% em março de 2025.
Quanto à variação média dos últimos 12 meses, foi de 2,3%, o mesmo valor do mês anterior.
Em março, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 2,7% (2,1% no mês anterior), taxa 0,2 pontos percentuais superior à estimativa do Eurostat para a área do euro (em fevereiro, essa diferença foi idêntica).
Variação homóloga
Excluindo produtos alimentares e energéticos não transformados, o IHPC em Portugal registou uma variação homóloga de 2,0% em março (o mesmo valor de fevereiro), uma taxa inferior à da área do euro (estimada em
2,2%).O IHPC (Índice de Percentagem de Cuidados de Saúde) registrou uma variação mensal de 2,3% (0,1% no mês anterior e 1,7% em março de 2025), e uma média nos últimos 12 meses de 2,2% (2,1% no mês anterior).
Aumento dos preços dos transportes Em
uma análise por categoria de despesa e em relação a fevereiro, o INE (Instituto Nacional de Estatística) destaca os aumentos nas taxas de variação homóloga do “transporte”, como consequência do aumento do preço dos combustíveis rodoviários, e das “bebidas alcoólicas e tabaco”, com variações de 3,8% e 2,9%, respectivamente (0,6% e 2,2%
em fevereiro).Por outro lado, nota as reduções nas taxas de variação homóloga das categorias “saúde” e “serviços financeiros e de seguros”, apenas “marginalmente neste último caso”, com variações de 2,3% e 1,6%, respectivamente (2,5% e 1,7% no mês anterior).
Contribuições positivas
Em março, as categorias com as maiores contribuições positivas para a variação anual do IPC foram “alimentos e bebidas não alcoólicas”, “transporte” e “restaurantes e serviços de hospedagem”.
Por outro lado, apenas as categorias “roupas e calçados” e “informação e comunicação” tiveram contribuições negativas.
Em
comparação com o mês anterior
Em comparação com o mês anterior, o INE aponta para uma maior contribuição para a variação homóloga do IPC da categoria “transportes”, que inclui combustíveis rodoviários, e, inversamente, para uma diminuição das contribuições das categorias “saúde” e “vestuário e calçado”.
A categoria com maior contribuição positiva para a taxa de variação mensal de 2,9% do índice total foi “roupas e calçados”, com uma variação de 21,7% (-5,1% no mês anterior e 21,8% em março de 2025), refletindo a chegada habitual da nova coleção de roupas e calçados.
A contribuição da categoria “transporte” também merece destaque, com uma variação de 2,9% (0,5% em fevereiro e -0,3% no mesmo mês do ano anterior).
A única categoria com contribuição negativa para a taxa de variação mensal do IPC foi “lazer, recreação, esportes e cultura”, com variação de -0,2% (0,7% no mês anterior e -0,6% em março de 2025).





