Criado em 20 de abril de 2016 através de um protocolo entre o município e o então Alto Comissariado para as Migrações, o centro apoia os processos de legalização e regularização, informou a Câmara Municipal de Portimão em comunicado.

“Somente nos primeiros três meses deste ano, 1.014 serviços foram registrados, a maioria para pessoas entre 18 e 39 anos”, especificou a prefeitura.

Migrantes de língua portuguesa

De acordo com dados divulgados pelo município, 75% dos usuários atendidos nesses serviços são de países de língua portuguesa, especialmente Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Brasil. Seguem cidadãos europeus (20%) e nacionais de países terceiros (5%)

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O serviço, que atua como mediador entre migrantes e órgãos públicos, tem sido crucial para garantir que os trabalhadores estrangeiros mantenham sua atividade profissional, especialmente em setores como hospitalidade, restaurantes, saúde e construção.

População estrangeira em Portimão

Portimão é atualmente um dos municípios do país com maior peso relativo da população estrangeira, estimando-se que 35% dos residentes sejam migrantes, num contexto em que o distrito de Faro é o segundo do país, depois de Lisboa, com a maior concentração de população estrangeira, de acordo com a autarquia de

Portimão.

Ao longo de sua existência, a CLAIM trabalhou em conjunto com escolas, serviços de saúde, previdência social, empresas e associações de migrantes, e também participou de programas nacionais e internacionais de recepção e iniciativas de integração no setor de turismo.

Promover a integração digna

Segundo o município de Portimão, o trabalho desenvolvido pelo centro “tem sido essencial para promover uma integração digna, regular e participativa”, destacando a importância de manter as respostas locais em um território marcado por uma forte diversidade migratória

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O CLAIM funciona no edifício da Câmara Municipal de Portimão às segundas, terças e quintas-feiras, das 9h às 13h e das 14h às 15h.