“Por diminuição do número de médicos, o Hospital de São João vai deixar de fazer ecografias do 2.º trimestre às grávidas seguidas e referenciadas pelos centros de saúde”, referiu o Sindicato Independente dos Médicos, em comunicado, no dia 3 de junho.
“Informação interna do Hospital de São João esclarece que o setor de Diagnóstico Pré-natal tem uma diminuição de profissionais por diversos motivos, incluindo rescisão de contrato, acrescentando ainda que os médicos que saíram por reforma ou rescisão não foram substituídos e a contratação de novos elementos tem sido um processo demorado e desmotivante", acrescentou.
O Sindicato Independente dos Médicos adiantou ainda que a suspensão da realização de ecografias foi comunicada pelo conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) à Administração Regional de Saúde do Norte e justificada com a redução significativa do número de médicos do Centro de Diagnóstico Pré-Natal do hospital.
"Em face destes factos houve uma diminuição de sete turnos semanais para ecografias, o que equivale a cerca 50 ecografias por semana, pelo que não podemos assegurar o mesmo número de exames que anteriormente", lamentam.
Este problema deve-se à redução, por doença, do número de profissionais ativos. “Devido a doença de alguns profissionais, de forma temporária, e articulado com os cuidados de saúde primários, existirá alguma limitação à realização de ecografias do 2.º trimestre às grávidas seguidas e referenciadas pelos centros de saúde, mantendo-se o rastreio ecográfico e bioquímico do 1.º trimestre, o mais relevante, tal como acontece na generalidade das instituições hospitalares do país”, explicou o hospital em declarações à Lusa.
No entanto, o hospital garantiu que todos os casos patológicos, bem como as grávidas seguidas no hospital, terão sempre acesso direto à ecografia do 2.º trimestre.
“Prevê-se que a curto prazo, em função do início de produção adicional efetuada pelos profissionais e pela recuperação de doença de outros, voltemos a realizar as ecografias do 2.º trimestre a todas as grávidas referenciadas, para além das do 1.º trimestre, o que é algo singular no país”, remata.








