A inauguração das carruagens Arco, que foram
remodeladas e compradas a Espanha para circularem na linha do Minho, decorreu
no dia 28 de julho e contou com a presença do ministro das Infraestruturas da
Habitação.
Na estação de comboios de Valença, no
distrito de Viana do Castelo, onde o evento teve lugar, o ministro proferiu
algumas palavras: "Ainda teremos um comboio integralmente português. Aí
chegaremos. Só um país que ambiciona, que sonha, que faz, que concretiza e que
respeita o seu povo é que poderá algum dia ser rico”.
As carruagens Arco, compradas à espanhola Renfe há dois
anos, foram recuperadas nas oficinas da CP - Comboios de Portugal em Guifões,
Matosinhos (distrito do Porto).
Na remodelação das carruagens Arco incorporou
cerca de 95% de materiais e tecnologias produzidas em Portugal. "Põe-se
novo com os nossos trabalhadores, com as nossas empresas, com empresas
portuguesas. 95% do que está cá, em cada uma destas carruagens, é feito em
Portugal, por mais de cinco dezenas de empresas portuguesas", enalteceu
Pedro Nuno Santos.
O reforço da ferrovia é fundamental para um
país que pretende conseguir "tirar carros" das estradas portuguesas e
"contribuir para a melhoria do ambiente" em Portugal.
À inauguração das carruagens seguiu-se uma
viagem entre Valença e Viana do Castelo, onde vários autarcas do Alto Minho e
do Norte, bem como o presidente em exercício da CP, Pedro Moreira, marcaram
presença.
Por sua vez, o Pedro Moreira disse que as
carruagens estão e são "novas", lembrando que aquando da compra a
Espanha foram apelidadas de "sucata".
Pedro Moreira referiu que a eletrificação da
linha do Minho e a utilização das carruagens de Intercidades, até hoje,
"permitiu melhorar muito as condições do serviço", levando a que a
procura tenha aumentado 23% entre o primeiro semestre de 2019 e deste ano.
O preço do passe também foi apontado, pelo
presidente da Câmara de Valença, José Manuel Carpinteira, como um fator que
merece reflexão. Este apelou para a redução do preço do passe para circular na
linha do Minho, de forma a incentivar “o uso e utilização do comboio", e
também que haja mais frequência de comboios entre Vigo e Porto e entre Valença
e Viana, disse.
Permitindo a circulação a 200 quilómetros por
hora (km/h), as carruagens Arco dispõem de tomadas USB, iluminação LED e uma
das carruagens "tem suporte para bicicletas", até oito, e até
"uma zona com sofás, ideal para transportar grupos de pessoas".
No dia 14 de julho, o Instituto da Mobilidade
e dos Transportes (IMT) autorizou a entrada ao serviço de passageiros da CP –
Comboios de Portugal das carruagens Arco compradas à espanhola Renfe, depois de
remodeladas em Portugal.
Em 2020, a CP adquiriu 51 carruagens à
espanhola Renfe por um montante de 1,65 milhões de
euros, com o intuito de requalificá-las nas oficinas de Guifões, em Matosinhos,
no distrito do Porto.







