A informação foi revelada pela Confidencial Imobiliário, que, em comunicado, revela que "no primeiro trimestre do ano foram transacionadas 37.750 habitações em Portugal Continental, o que representa uma quebra de 9,4% face ao trimestre anterior, em que se registaram cerca de 41.600 transações". Segundo a mesma entidade, o desempenho "confirma a tendência de menor dinamismo observada desde o segundo semestre do ano passado".
Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, citado no comunicado, refere que "estão a surgir novos factores com impacto no mercado residencial, nomeadamente a instabilidade internacional e as expectativas de subida das taxas de juro, que tendem a condicionar a procura e o investimento em habitação". No entanto, o executivo sublinha que "apesar da redução da atividade em 2026 face a 2025, o volume de transacções mantém-se alinhado com a média observada desde 2019. O mercado parece ter atingido o pico da sua capacidade de crescimento, mas continua a operar a este nível".
Os preços continuam a subir
Apesar de uma diminuição das transacções, os preços continuam a subir. A Confidencial Imobiliário diz que "no primeiro trimestre de 2026, os valores de venda registaram um crescimento em cadeia de 4,6% - em linha com o trimestre anterior - e de 21,1% na comparação anual. Embora este último valor represente um ligeiro abrandamento face ao máximo histórico de 23,4% observado no final de 2025, confirma a persistência de uma forte pressão sobre os preços."
A entidade diz ainda que a continuação da subida dos preços, num contexto de menor atividade do sector imobiliário, reflecte "a escassez estrutural da oferta, em particular nos segmentos intermédios do mercado".
Apesar de a construção estar a registar valores positivos, "o volume de casas novas a chegar ao mercado continua significativamente abaixo dos níveis registados há duas décadas".







