De acordo com dados enviados à agência Lusa, 408.939,82 euros foram atribuídos a rendas (336.132 euros em 2024), enquanto 113.475,34 euros foram afectados à compra de medicamentos, beneficiando 549 cidadãos.
O Fundo Municipal de Emergência Social disponibilizou uma verba redonda de 100.000 euros a 62 munícipes.
Os apoios financeiros ad hoc ascenderam a 65.575,28 euros (106 beneficiários), o Táxi 65+ a 13.561,60 euros (106 pessoas) e o apoio de emergência social a 9.745,22 euros, abrangendo 144 munícipes.
O Táxi 65+ é um serviço promovido pelo município de Leiria que assegura o transporte em táxi de pessoas com mais de 65 anos para deslocações a consultas hospitalares ou no centro de saúde, tratamentos, exames complementares de diagnóstico e internamentos hospitalares.
Ana Valentim esclareceu que, no caso do apoio ao arrendamento, os beneficiários são maioritariamente portugueses, com agregados familiares caracterizados como nucleares ou monoparentais, e empregados.
No caso da comparticipação na compra de medicamentos, também predominam os portugueses, com agregados familiares caracterizados como isolados e nucleares, constituídos por reformados ou desempregados.
Nestes domínios, os apoios totalizaram 711.562,57 euros para 1.246 pessoas e 3.322.540,44 euros para 82 entidades do sector social, num total de 4.034.103,01 euros.
Em 2024, o apoio às entidades do sector social ascendeu a 2,4 milhões de euros.
"O aumento do montante para as entidades do sector social está relacionado com a construção de viveiros. O objetivo foi incentivar as instituições a candidatarem-se e a aumentarem a sua capacidade de resposta nesta área", disse Ana Valentim.
A autarca sublinhou ainda que é "importante referir o apoio, no âmbito do PARES [Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais], a três entidades para a ampliação de lares".
Inclui-se aqui o apoio à Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria (Cercilei) para a construção de um lar residencial, uma resposta social que tem uma "baixa taxa de cobertura, e Leiria não é exceção".
A vereadora responsável pelo pelouro do desenvolvimento social explicou que, em 2025, se registou um ligeiro decréscimo de pedidos de apoio de famílias estrangeiras residentes no concelho em relação a 2024.
Referindo que a habitação e a medicação foram as áreas com mais pedidos de ajuda à Câmara, Ana Valentim disse que, em matéria social, a habitação é a área que mais preocupa o município.
Neste sentido, adiantou que a autarquia pretende "aumentar o âmbito do Programa de Subsídio ao Arrendamento e reforçar os projectos destinados a grupos específicos".
A 31 de dezembro de 2025, o município tinha registado 166 pedidos de habitação social, contra 128 no ano anterior, não se tendo verificado um aumento dos atrasos no pagamento das rendas de habitação social.
O autarca acrescentou que este ano o montante total atribuído à ação social é de 3,5 milhões de euros.








