O objetivo é tornar as visitas mais acessíveis, interactivas e acolhedoras, foi anunciado a 17 de março.
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, apresentou a nova aplicação e o modelo de visita autoguiada no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial. Esta nova opção estará disponível em vários centros dos Açores.
A principal vertente do projeto é a aplicação Parques Naturais dos Açores, que permite aos visitantes "explorar os espaços de forma autónoma, informada e acessível", afirmou a Secretária do Ambiente em comunicado do Governo Regional.
Através da aplicação, os visitantes podem utilizar áudio-guias e vídeos para conhecer as exposições. Estes estão organizados por pontos de interesse ligados a painéis, vitrinas, exposições ou áreas naturais.
O secretário disse que alguns centros também têm esses pontos de interesse no exterior, como no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, permitindo que os visitantes compreendam toda a paisagem e natureza de cada local.
Alonso Miguel disse que o aplicativo permite que os visitantes explorem no seu próprio ritmo, aprendam mais e desfrutem de uma experiência dinâmica. Salientou também que a aplicação é para todos, independentemente das capacidades.
A aplicação oferece conteúdos em português e inglês. Para pessoas com deficiências visuais, disponibiliza conteúdos áudio com descrições detalhadas dos espaços e exposições.
O funcionário acrescentou que estão disponíveis conteúdos de vídeo com interpretação em linguagem gestual para pessoas surdas ou com dificuldades auditivas.
Disse ainda que a aplicação utiliza ferramentas como o VoiceOver nos dispositivos Apple e o TalkBack nos dispositivos Android para ajudar os utilizadores com deficiência visual.
A aplicação funciona online ou offline, pelo que os visitantes podem descarregar conteúdos antecipadamente e utilizá-los quando não há Internet, o que acontece frequentemente na natureza.
Para além de apoiar as visitas aos centros ambientais, a aplicação reúne informação sobre a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores. Serve como plataforma para descobrir os parques, identificar pontos de interesse e planear visitas, como explicou o executivo açoriano.
Para Alonso Miguel, esta iniciativa representa "um salto qualitativo importante", que vai "aproximar ainda mais as pessoas da natureza e tornar a experiência do visitante mais acessível, mais inclusiva e mais interactiva".
Reforça também "o posicionamento dos Açores como um território que aposta na sustentabilidade, na educação ambiental e na valorização do seu património natural", considerou.
Alonso Miguel salientou que, em 2021, os Centros de Interpretação Ambiental dos Açores receberam cerca de 229 mil visitantes.
"Os dados mais recentes, relativos a 2025, apontam para mais de 422 mil visitantes", indicou. O responsável referiu que, em quatro anos, a procura destes espaços quase duplicou.








