Na sessão de abertura da primeira edição do fórum "Portugal, Nação Global", que está a decorrer no Centro Cultural de Belém (Lisboa), Luís Montenegro procurou apresentar aos empresários da diáspora razões para investir em Portugal.

Baixos custos energéticos

"Neste momento, já estamos na Europa, um país que apresenta os mais baixos custos energéticos. Tenho de realçar este ponto porque, há uns anos atrás, isso era um fator contra a nossa competitividade. Portugal é hoje altamente competitivo do ponto de vista energético", sublinhou.

Segundo o Primeiro-Ministro, a autonomia estratégica no sector energético "não é apenas um fator de maior soberania, de maior autonomia, mas um fator de competitividade".

"Quanto menos dependentes formos e quanto mais competitivos formos nos preços da energia, mais terreno fértil temos para atrair e fixar novos investimentos", sublinhou.

Política orçamental favorável

Outro fator apontado por Montenegro para atrair investidores para Portugal foi a "política fiscal amiga das empresas" do atual Governo que, garantiu, "veio para ficar".

"Porque, apesar da normal luta política democrática, acredito que ninguém se atreverá, nos próximos anos, a pôr em causa a estratégia fiscal que faz de Portugal um país que cobra menos impostos sobre os rendimentos do trabalho e, portanto, mais atrativo para o capital humano, e que também cobra menos impostos sobre a atividade empresarial e, portanto, mais atrativo para a retenção de investimentos", afirmou.

Solidez das finanças públicas

Destacando a solidez das finanças públicas nacionais, Montenegro salientou que Portugal vai "para o quinto ano consecutivo de desempenho económico superior à média da União Europeia".

"Se tudo correr como planeado, em 2026, apesar de todas as incertezas e adversidades, será mais um ano em que Portugal crescerá mais do que a média da União Europeia", previu.

Reduzir a burocracia

Montenegro destacou, por outro lado, o "compromisso claro" do executivo PSD/CDS-PP que lidera em "reduzir a burocracia e simplificar procedimentos".

"Gostaria que saíssem daqui muito conscientes de que estamos a fazer um grande esforço para tornar mais ágil a resposta da administração aos pedidos dos particulares, mas também aos pedidos das empresas", disse.

Facilitar o financiamento

O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que existem atualmente mecanismos para ultrapassar as dificuldades de financiamento que afectaram no passado as empresas portuguesas, ou as empresas detidas por cidadãos portugueses que queiram investir em Portugal.

"O que nós queremos é que as empresas portuguesas, as empresas que querem investir em Portugal, tenham um parceiro no sistema financeiro, tenham um parceiro no banco português de desenvolvimento, para que não fiquem para trás por dificuldades de acesso ao crédito", sublinhou.

Esperança em novos projectos

O Primeiro-Ministro disse esperar que deste fórum saiam novos projectos e investimentos concretos e pediu aos empresários presentes que sejam embaixadores não só da cultura e das tradições nacionais no estrangeiro, mas também da "vontade empreendedora e da capacidade de transformação" dos projectos portugueses.

"Espero que a lista de contactos que aqui vão trocar projectos e experiências seja inspiradora e um pouco mais do que isso: que seja a semente de projectos que depois germinem em bons investimentos e maior crescimento para Portugal e maior crescimento para a nossa comunidade e a sua prosperidade espalhada pelo mundo", desejou.