De acordo com as previsões económicas da primavera, Bruxelas prevê um défice de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e de 0,4% do PIB em 2027, assumindo a manutenção das políticas, enquanto o Governo projecta um saldo orçamental nulo este ano.
Em 2026, a redução projectada reflecte o impacto das medidas de apoio do governo tomadas em resposta à série de tempestades de janeiro e fevereiro, explica o executivo da UE.
Além disso, a redução do saldo em 2026 e 2027 "resulta também de medidas que deterioraram o saldo, como a redução das taxas de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e colectivas".
"As perspectivas orçamentais enfrentam riscos relacionados com a fragilidade financeira das empresas públicas e com as contingências dos passivos das parcerias público-privadas", alerta a Comissão Europeia.
Em relação à dívida pública, espera-se que a trajetória descendente continue, embora a um ritmo mais lento. A previsão é que o rácio da dívida pública brasileira atinja 87,6% do PIB em 2026 e 86% em 2027, devido à persistência de excedentes primários e de diferenciais favoráveis entre crescimento e taxas de juro.







