"Naturalmente, este ano enfrentámos uma realidade que nos trouxe duas grandes adversidades: em primeiro lugar, uma série de tempestades e, em segundo lugar, um crescendo de instabilidade internacional, nomeadamente no Médio Oriente, com o aumento do preço dos combustíveis e de outros factores de produção", salientou o chefe do executivo.

Desafio global

Luís Montenegro admitiu que "o desafio é enorme, mas não é português".

"Seria muito bom para todos se fosse só em Portugal. É um desafio global. Nós temos capacidade, temos hoje uma economia resistente e resiliente. Temos uma visão de diversificação dos nossos mercados que potencia e mostra que somos capazes de ultrapassar este momento e fazer de Portugal um país mais competitivo e atrativo", sublinhou.

Tornar Portugal atrativo

Para Luís Montenegro, tornar Portugal mais atrativo passa pelo investimento em vários domínios, apelando a que o país siga o exemplo do Governo.

"Para tornar Portugal mais atrativo, temos valorizado o trabalho, temos baixado os impostos sobre o rendimento das pessoas, das empresas, para que possam investir mais. Temos um processo de reforma do Estado com as empresas e com mais agilidade, com mais rapidez e eficiência", afirmou.

Mercado de trabalho mais dinâmico

O Primeiro-Ministro tem ainda a perspetiva de um mercado de trabalho mais dinâmico, à semelhança das economias mais robustas da Europa e do mundo, e uma visão transversal que valoriza o sector primário e o património natural, incluindo a agricultura, a floresta, a pecuária e as pescas.

Luís Montenegro salientou ainda que Portugal foi o país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE) com o maior aumento de rendimentos.

"Este é já um resultado deste caminho, e queremos também que a nossa economia, bem como a economia europeia, ganhe competitividade para poder concorrer nos mercados internacionais", concluiu.