"No dia 4 de julho, vamos destacar mais 340 pessoas, agentes da PSP que estão atualmente a receber formação específica nas fronteiras. 140 vão para Lisboa, 100 para o Porto, depois para Faro, Funchal e Ponta Delgada", anunciou o ministro em declarações aos jornalistas à margem da inauguração das obras de requalificação do quartel da GNR de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu.
Um caminho feito com esforço
Luís Neves disse que "todo o caminho está a ser feito com muito esforço, com muito sofrimento, naturalmente, chegará o dia em que dará resultados" e lembrou que "só esta semana", a PSP "alocou mais recursos humanos que já estão a fazer a diferença", com cerca de 50 agentes em Lisboa.
"Temos novos espaços para acomodar as pessoas, estamos a adquirir equipamentos tecnológicos que já foram alocados, temos mais 'boxes', onde vão estar mais agentes da PSP, e, portanto, estamos a procurar criar as condições para que a operação durante o verão, e para sempre, seja diferente, para melhor", reforçou.
O oficial disse ainda que "até chegarmos ao ponto ótimo", que espera que seja "no mais curto" espaço de tempo possível, "há questões digitais que têm de ser resolvidas", sobretudo porque "põem em causa a celeridade" das operações.
"Mas não é imputável a Portugal, portanto, este é um trabalho de todos para equilibrar duas questões: primeiro, a segurança, saber quem entra e quem sai, e segundo, a eficiência, porque o aspeto de quem nos procura, de quem sai, sobretudo o turismo, é muito relevante e o Governo está muito empenhado", afirmou.
Olhar para as operações
Luís Neves disse ser "importante olhar para as operações dos últimos dias" nos aeroportos e deu como exemplo o passado sábado [30 de maio], que "terá sido o dia do ano em que mais passageiros utilizaram os aeroportos portugueses", considerando que "a operação correu muito bem".
O ministro acrescentou que a comunicação social, pela qual disse ter "um grande respeito por aquilo que é livre e informa bem", deve dar as notícias e não distorcer a realidade "nalguns casos, maliciosamente, de forma distorcida e com mentiras e inverdades, que chegará o momento em que falaremos delas, denegrindo o trabalho daqueles que estão nos aeroportos, denegrindo a imagem do país, com imagens do passado, algumas fabricadas, e outras com mensagens que não correspondem à verdade".
Questionado sobre os casos que indicou, o ministro disse que falará "a seu tempo", até porque disse não ser "gago" nem ter "medo de dizer as coisas".








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