Conhecida como «Júlia», a propriedade foi originalmente projetada pelo arquiteto português Miguel Ventura Terra como uma casa de férias à beira-mar. Na altura, o Monte Estoril estava a tornar-se um elegante destino de verão, atraindo famílias que procuravam passar as férias perto do mar e longe do centro de Lisboa.
Mais de 100 anos após a sua construção, a moradia foi cuidadosamente restaurada sob a direção do arquiteto José Baganha. O objetivo não era reinventar a casa, mas sim preservar o seu carácter original, tornando-a ao mesmo tempo adequada à vida moderna.
Elementos como as escadarias, as aberturas, os tetos e os detalhes decorativos foram preservados ou cuidadosamente recriados. Do exterior, a propriedade continua a assemelhar-se a uma das moradias tradicionais que ajudaram a moldar o caráter do Monte Estoril. No interior, porém, os espaços foram redesenhados para serem confortáveis, práticos e adequados à vida quotidiana.
Os interiores
Conforme noticiado pelo idealista, os interiores foram concebidos pelo designer francês Jacques Grange, cuja abordagem evitou transformar a casa num museu ou numa recriação do passado. Em vez disso, foram introduzidos mobiliário contemporâneo, obras de arte e peças decorativas a par da arquitetura original, permitindo que os elementos antigos e novos se integrassem naturalmente.
Uma das principais características da propriedade é a sua cozinha feita à medida, fabricada em Florença pela empresa italiana Officine Gullo. Concebida não só para cozinhar, mas também como um local de convívio e entretenimento, a cozinha combina acabamentos em metal, artesanato tradicional e equipamento moderno.
Sala adicional
A propriedade de três quartos inclui também uma divisão adicional que pode ser utilizada como escritório, quarto de hóspedes, sala de televisão ou outro espaço habitável versátil. Apesar de ser oficialmente descrita como um T3+1, a moradia oferece 445 metros quadrados de área bruta e inclui sete casas de banho.
No exterior, a casa está rodeada por um jardim privado com 496 metros quadrados. O paisagismo foi criado pelo estúdio português Topiaris Landscape e inspira-se nos jardins tradicionais de Cascais e do Estoril.
A vegetação mediterrânica foi combinada com toques tropicais para criar uma área exterior concebida para ser utilizada durante todo o ano. O jardim inclui terraços para refeições e relaxamento, bem como uma piscina aquecida de água salgada, permitindo desfrutar do espaço exterior para além dos meses mais quentes do verão.
Localização do imóvel
A localização do imóvel é outro aspeto importante do seu encanto. Apesar de parecer um refúgio privado à beira-mar, a casa fica a uma curta distância a pé da estação ferroviária de Monte Estoril, da Praia do Tamariz e do Casino Estoril. Cascais fica a cerca de 15 minutos de carro, enquanto o centro de Lisboa e o Aeroporto Humberto Delgado se situam a aproximadamente 30 minutos de distância.
As comodidades modernas incluem ar condicionado, roupeiros embutidos, espaço de arrumação, uma garagem e uma classificação energética de B-. A moradia está atualmente à venda por 6,95 milhões de euros.
Adaptação de casas
Para além das suas características de luxo, o projeto constitui um exemplo de como as casas históricas de Portugal podem ser adaptadas sem perder os detalhes que as tornam únicas. Em zonas como o Estoril, Cascais e Sintra, as moradias mais antigas são uma parte importante da paisagem local, mas muitas necessitam de uma renovação profunda após décadas de mudanças de proprietário e manutenção limitada.
O que torna esta restauração particularmente interessante é o facto de a casa não ter sido tratada simplesmente como um edifício antigo a modernizar. A sua história permanece visível, mas foi-lhe também atribuída uma finalidade prática para o presente. Originalmente concebida como refúgio de verão, a «Júlia» está agora equipada para ser habitada durante todo o ano.









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