O novo hospital, planejado há 20 anos, avança agora com o lançamento do procedimento de concurso público para a assinatura do contrato de gestão, em regime de PPP, para “a concepção, projeto, construção, financiamento, conservação, manutenção e operação” do HCA, com a publicação de um anúncio no Jornal Oficial da União Europeia.
O Hospital Central do Algarve foi identificado como prioritário em fevereiro de 2006 no relatório final do estudo de avaliação da prioridade de investimento para o programa de parceria para o setor hospitalar.
“A necessidade de construir uma nova infraestrutura hospitalar na região do Algarve foi identificada como uma prioridade, resultando no relatório acima mencionado identificando o Hospital Central do Algarve como a segunda maior prioridade, logo após o Hospital de Lisboa Oriental”, diz o despacho assinado pelos secretários de Estado do Tesouro e Finanças, João Silva Lopes, e da Gestão da Saúde, Francisco Gonçalves.
O documento relembra tentativas anteriores de avançar com o projeto em 2008 e 2011, que foram adiadas “devido a várias vicissitudes”, a saber, a assinatura, em 17 de maio de 2011, do Memorando de Entendimento sobre Condicionalidades da Política Econômica.
“Entre maio de 2011 e meados de 2022, não houve desenvolvimentos no procedimento pré-contratual, especificamente porque as condições necessárias para retomar o procedimento não foram atendidas, nos termos e com relação às premissas subjacentes ao seu lançamento em 2008”, enfatiza.
A aprovação da PPP segue um relatório detalhado elaborado pela Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS) e pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que analisou os impactos econômicos, o custo-benefício e a racionalidade do modelo de parceria.
“Os resultados obtidos na análise económica e financeira permitem concluir que os benefícios globais do Projeto HCA, tanto para a população como para o Serviço Nacional de Saúde, superam os custos do seu desenvolvimento, tendo um potencial muito significativo para o Estado português”, sublinha o despacho.
A aprovação prevê agora um concurso público internacional para a contratação do projeto, sujeito à autorização de despesas do Estado, de acordo com o despacho que entrou em vigor no dia da sua assinatura (7 de janeiro).
A equipe do júri do procedimento inclui representantes da Unidade Técnica de Monitoramento de Projetos, da Administração Central do Sistema de Saúde e da Administração Regional de Saúde do Algarve, garantindo transparência e rigor técnico.
O governo planeja gastar no máximo 426,6 milhões de euros, divididos por 27 anos e não excedendo 50 milhões de euros por ano, e estima que a nova infraestrutura comece a operar em 2031, de acordo com a declaração do Conselho de Ministros de 9 de janeiro.






