De acordo com uma primeira estimativa provisória das contas nacionais apresentada pelo INE, o crescimento homólogo de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de janeiro a março beneficiou de um “contributo positivo da procura interna”, com a aceleração do investimento.

No que diz respeito à dinâmica do comércio externo e ao contributo das exportações para a evolução da economia em termos anuais, os dados do INE indicam que “a procura externa líquida registou um contributo mais negativo, com uma aceleração mais acentuada nas importações de bens e serviços do que nas exportações de bens e serviços”.

Em 2025, o PIB cresceu 1,6% ano a ano no primeiro trimestre, seguido por variações de 1,7% no segundo, 2,2% no terceiro e 1,9% no quarto, antes de registrar crescimento de 2,3% no período de janeiro a março de 2026.

Em relação à trajetória econômica vinculada — do quarto trimestre de 2025 ao primeiro deste ano — o resumo estatístico do IBGE mostra que o PIB “registrou variação zero em volume, após crescimento de 0,9% de outubro a dezembro de 2025.

Na leitura em cadeia do PIB, o contributo da procura externa líquida reflete “uma recuperação nas importações de bens e serviços que é mais significativa do que nas exportações de bens e serviços”, diz o INE.

Em sentido inverso, “o contributo da procura interna tornou-se positivo, com uma aceleração significativa do investimento, enquanto o consumo privado desacelerou”, indica o instituto estatístico.

Os dados divulgados em 30 de abril correspondem a uma estimativa provisória. Os resultados detalhados serão públicos em 29 de maio.

A estimativa rápida inclui “novas informações primárias, incluindo estatísticas do comércio internacional de bens para o 4º trimestre de 2025”, que “não implicaram revisões das taxas de crescimento anual e em cadeia do PIB, publicadas na edição das contas nacionais trimestrais por setor institucional de 26 de março de 2026”, explica o INE.