Nas contas apresentadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários(CMVM), os co-CEO da Galp, Maria João Carioca e João Marques da Silva, sublinham que"o sólido desempenho operacional daGalp continuou no terceiro trimestre", consolidando uma "posição financeira sólida" que é "tranquilizadora face ao atual sentimento macroeconómico".
Metade dos resultados entre julho e setembro foram obtidos com a produção de petróleo e gás no Brasil, apesar do impacto da desvalorização do preço do crude, que foi "mais do que compensado" pela recuperação internacional das margens de refinação captadas pelas actividades de aprovisionamento e comerciais e pela disponibilidade do aparelho refinador, salientou a Galp.
O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) até setembro caiu 7% para 2,42 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA do terceiro trimestre foi de 911 milhões de euros (+11%), dos quais quase 80% tiveram origem nas actividades internacionais.
O investimento total até setembro foi de €716 milhões, embora o saldo líquido entre o valor investido e o valor das vendas de activos, nomeadamente em Angola e Moçambique, tenha sido positivo em €93 milhões.
A atividade de refinação beneficiou da recuperação das margens internacionais, o que permitiu um aumento de 78% dos resultados de exportação de Sines face ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os volumes transaccionados de gás natural aumentaram 42%, com o início das entregas de cargas de GNL pela Venture Global LNG nos Estados Unidos e a expansão do trading de gás natural no mercado brasileiro. A atividade comercial registou um aumento de 28% nos resultados operacionais do terceiro trimestre, para os €119 milhões, com melhorias em quase todos os segmentos, para o que contribuiu a recuperação do mercado espanhol e a expansão da rede de carregamento elétrico, que totaliza mais de 9.000 pontos na Península Ibérica (+64%).








