A ausência de uma cláusula de transição é uma das maiores preocupações, especialmente para os requerentes que já estão no sistema há vários anos. Estas alterações podem alterar o calendário da cidadania, tanto para os actuais como para os futuros residentes.
No dia 13 de novembro, o processo atingiu um ponto de viragem importante: O Partido Socialista (PS) anunciou que iria enviar a lei para o Tribunal Constitucional, para fiscalização preventiva, antes de chegar ao Presidente da República. Este mecanismo, raramente utilizado em Portugal, tem como consequência a suspensão automática da lei. Nesta fase, a lei:
não pode ser assinada,
não pode ser publicada,
e não pode entrar em vigor.
Esta medida indica que as alterações requerem uma avaliação constitucional aprofundada, nomeadamente no que diz respeito a princípios como a segurança jurídica, a igualdade, a confiança legítima e o risco de criar uma "desigualdade diacrónica" no acesso à cidadania.
A Get Golden Visa está a analisar atentamente as implicações deste desenvolvimento para os titulares de Golden Visa e outros residentes, acompanhando o impacto jurídico e processual à medida que a situação evolui.
O que é que isto significa para os titulares de Golden Visa?
Atualmente, não há alterações aos direitos de residência. Os titulares de Golden Visa podem:
renovar as suas autorizações de residência,
viajar no espaço Schengen,
e continuar a utilizar normalmente os direitos de reagrupamento familiar.
A reforma proposta afecta apenas o caminho para a cidadania e só se a lei entrar em vigor.
As pessoas que já apresentaram um pedido de cidadania completo deverão continuar a beneficiar da atual regra dos cinco anos.
Para aqueles que ainda não se candidataram, o novo calendário poderá prolongar significativamente o processo, se for aprovado.
Para muitas famílias, solicitar a Residência Permanente (RP) no prazo de cinco anos tornou-se uma opção estrategicamente importante. Tanto a PR regular como a PR para investidores permitem que os membros da família obtenham cartões de residência independentes, oferecendo segurança adicional para os dependentes que se aproximam dos limites de idade.
O que acontece a seguir?
Assim que o PS for formalmente apresentado, o Tribunal Constitucional terá até 25 dias para emitir uma decisão. Durante este período:
a lei fica suspensa,
não pode ser publicada,
não pode entrar em vigor,
e a atual regra dos cinco anos de cidadania continua a aplicar-se.
Após a decisão do Tribunal, são possíveis três resultados:
Inconstitucionalidade: O Parlamento deve alterar ou suprimir as disposições em causa.
Aprovação total: A lei volta para o Presidente e pode entrar em vigor se for assinada.
Revisão parcial: Apenas secções específicas devem ser alteradas.
Em última análise, o futuro da reforma da cidadania depende agora da avaliação do Tribunal Constitucional.








